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17 junho 2021

O hip-hop e a discriminação racial

Componente curricular: Educação Física       Ano:          Bimestre:

Sequência didática 2

Unidade temática

Danças

Objeto de conhecimento

Danças urbanas


O hip-hop e a discriminação racial

Apresentação

Nesta sequência didática tratamos do break, expressão artística da dança que é um dos pilares do hip-hop, e uma questão implícita em sua abordagem: o racismo. Retomamos que o hip-hop é um movimento cultural maior, que abrange diferentes vertentes: além da dança, também a música (representada pelo DJ – Disc Jockey e pelo MC – Mestre de Cerimônia) e a arte visual (representada pelo grafite). Entendemos que as danças urbanas buscam uma mensagem de respeito ao jovem negro da periferia, também produtor de cultura e arte. Diante disso, o freestyle é o estilo que oferece maior liberdade ao dançarino ao criar suas composições.

Objetivos de aprendizagem

Objetivos gerais

·     Vivenciar a dança e refletir sobre o preconceito e o racismo por meio de experiências estéticas significativas.

Objeto de conhecimento/Habilidades

Danças urbanas

·     (EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos).

·     (EF67EF12) Planejar e utilizar estratégias para aprender elementos constitutivos das danças urbanas.

Tempo previsto: 3 aulas

Aula 1

Gestão dos alunos: os alunos trabalharão coletivamente, com a mediação do professor.

Objetivos específicos de aprendizagem

·     Favorecer o desenvolvimento de habilidades para as danças urbanas e mais especificamente o estilo de dança freestyle.

·     Estimular uma reflexão crítica que potencialize o respeito pela diversidade cultural, de gênero, de raça, de potencialidades e de escolhas.

Recursos didáticos

Espaço físico: sala de aula

Materiais: lousa, caneta/giz para lousa, caderno, caneta, equipamento para projeção de imagens e vídeos (projetor digital, computador ou aparelho de DVD), aparelho de som e mídias de música (celular, pen drive ou CD)

Desenvolvimento da aula

Momento 1 – Converse com os alunos sobre a manifestação hip-hop, retomando seus pilares: o DJ – Disc Jockey, que mixa as músicas; o MC – Mestre de Cerimônia, responsável pela parte do canto; o break, que se refere à dança; e o grafite – desenhos e pinturas. De forma mais específica, trate da fundamentação do
hip-hop, baseada na luta contra o preconceito racial, a miséria e a exclusão.

Momento 2 – Converse com os alunos realizando uma avaliação diagnóstica sobre as seguintes questões:

a) O que é preconceito? b) O que é racismo? c) O que é exclusão? d) Há práticas racistas na escola/na sua cidade/no seu bairro? Como elas se manifestam?

Momento 3 – Comente com os alunos que há leis que inviabilizam e intimidam práticas racistas, em favor da boa convivência na diversidade. Uma sugestão de leitura prévia a fim de preparar a conversa com eles é a Lei federal nº 10.639/2003.

Momento 4 – Assista com os alunos ao curta-metragem Vista a minha pele, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LWBodKwuHCM>. Acesso em: 31 jun. 2018. Trata-se de uma paródia da realidade brasileira, que discute racismo e preconceito. Nessa história, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda em um colégio particular graças a uma bolsa de estudos. A maioria de seus colegas a hostiliza, com exceção de sua amiga, filha de diplomata, que morou em países pobres e tem outra visão da sociedade. Maria quer ser “Miss Festa Junina” da escola, mas não é fácil alcançar seus objetivos por conta do preconceito e do racismo da sociedade.

Durante a exibição do filme, realize as intervenções que achar necessárias ou anote questões para comentar e discutir com os alunos após a exibição.

Momento 5 – Solicite aos alunos que façam um fichamento ou resumo do curta-metragem como tarefa, apontando as passagens em que eles perceberam relações de racismo e preconceito.

Aula 2

Gestão dos alunos: os alunos trabalharão coletivamente, com a mediação do professor.

Objetivos específicos de aprendizagem

·     Estimular uma reflexão crítica que potencialize o respeito pela diversidade cultural, de gênero, de raça, de potencialidades e de escolhas.

·     Encorajar a tolerância ao próximo de modo a primar pela boa convivência no mesmo espaço/tempo e a enriquecer o aprendizado na diversidade cultural.

Recursos didáticos

Espaço físico: sala de aula ou sala de multimídia

Materiais: lousa, caneta/giz para lousa, caderno e caneta

Desenvolvimento da aula

Momento 1 – Solicite aos alunos a tarefa que eles tinham para realizar. Na lousa, elabore um quadro-
-síntese do curta-metragem assistido na aula anterior. Para preenchê-lo, dê voz aos alunos.

Enredo do vídeo

Síntese

Trechos de preconceito e racismo

Situação inicial: apresentação do cenário e das personagens; ordem social existente.

Resumir em tópicos.

Apontamento de situações.

Frases dos alunos que identifiquem o preconceito e o racismo.

Conflito: desequilíbrio ou ordem perturbada.

Resumir em tópicos.

Apontamentos de situações.

Frases dos alunos que identifiquem o preconceito e o racismo.

Desfecho: desenlace ou ordem restabelecida, ou fim da história.

Resumir em tópicos.

Apontamentos de situações.

Frases dos alunos que identifiquem o preconceito e o racismo.

 

Momento 2 – Discuta e analise o quadro-síntese com os alunos, solicitando que eles estabeleçam relações de preconceito e racismo em seus espaços e tempos cotidianos, por exemplo, na aula de Educação Física. Saliente que, ainda hoje, a escola valoriza apenas a cultura do colonizador – eurocêntrica, masculina, branca, heterossexual e cristã. Estimule-os a refletir sobre as demais culturas e os conhecimentos que as crianças e os jovens trazem em sua bagagem. Questione: “Estaria havendo uma desvalorização ou uma desconsideração do que o Brasil possui por excelência – a diversidade ou pluralidade cultural?”; “E quanto aos afrodescendentes, eles têm vez e voz na sociedade?”. Auxilie-os, levando-os a perceber as relações de poder, exclusão e submissão do negro no Brasil desde o processo colonizador ocorrido no início da história do país. Conduza-os a estabelecer metas de convívio social guiadas pelo respeito às diferenças, de modo a repudiar a discriminação e o preconceito étnico aqui ressaltado. Finalize esse momento estabelecendo e mediando uma reflexão sobre esta frase do antropólogo e sociólogo francês Marcel Mauss: “O que nos faz iguais é nossa capacidade de nos diferenciarmos uns dos outros”. Comente que somos todos diferentes e que não é a cor da pele que nos fará melhores ou piores; somos apenas diferentes. E que bom podermos também nos manifestar de formas diferentes

Momento 3 – Solicite aos alunos que, inspirados no curta-metragem e com base em suas próprias experiências e vivências, pesquisem músicas para a próxima aula. Sugestão: "Racismo é burrice", música de Gabriel, o Pensador. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=MDaB8muAANc>.

Acesso em: 31 jul. 2018. Solicite ainda que tragam suas pesquisas musicais para a próxima aula e que exercitem a composição de um rap, ou seja, que escrevam a letra de um rap inspirados na discussão e na reflexão sobre o preconceito e o racismo.

Aula 3

Gestão dos alunos: 

alunos organizados em quartetos.

Objetivos específicos de aprendizagem

·     Favorecer o desenvolvimento de habilidades para as danças urbanas e mais especificamente do estilo de dança freestyle.

·     Estimular uma reflexão crítica que potencialize o respeito pela diversidade cultural, de gênero, de raça, de potencialidades e de escolhas.

·     Estimular a aceitação de ideias criativas para a elaboração de produções artístico-culturais na prática corporal dança, no estilo freestyle.

·     Encorajar a tolerância ao próximo de modo a primar pela boa convivência no mesmo espaço/tempo e a enriquecer o aprendizado na diversidade cultural.

Recursos didáticos

Espaço físico: sala ampla sem móveis

Materiais: caderno, caneta, aparelho de som, mídias para músicas e câmeras gravadoras (celular)

Desenvolvimento da aula

Momento 1 – Organize os alunos em quartetos. Nos grupos, cada aluno deverá expor aos companheiros sua composição rítmica/rap, isto é, o texto ou a letra da música que ele compôs.

Momento 2 – Solicite que cada quarteto realize a edição das composições apresentadas, formando apenas uma música a partir das quatro letras e dos ritmos apresentados. Oriente-os a incluir um refrão repetitivo na música final.

Momento 3 – Peça aos alunos que gravem suas músicas. O registro é importante para não esquecerem o ritmo e a letra. Estabeleça um período de 20 minutos para essa atividade.

Momento 4 – Agora os alunos deverão sugerir um passo-base (ou seja, um movimento de dança característico do freestyle, já vivenciado em aulas anteriores ou inspirado no filme assistido) para acompanhar o refrão da música. Estipule 10 minutos para essa tarefa.

Momento 5 – Solicite que componham gestos significativos para acompanhar outros momentos do musical performático. Mais 10 minutos para essa atividade.

Momento 6 – Agora os alunos deverão gravar sua performance. Estipule mais 10 minutos para a atividade.

Momento 7 – Todos os quartetos deverão partilhar suas composições coreográficas e musicais, apresentando-se para os colegas. Grave a performance de todos.

Momento 8 – Promova um fechamento reflexivo, conversando com os alunos sobre o poder da arte e, em especial, sobre como é possível manifestar-se por meio do hip-hop. Ressalte o multiculturalismo que muitas vezes está oculto na escola. Comente que todos são iguais no que diz respeito ao direito de ser e estar na sociedade e que essa metodologia de estudo e aprendizagem é um exercício que pode ser diário, exercitando-se a tolerância, a aceitação do outro, a partilha. Lembre aos alunos que se faz necessário ouvir e que expor ideias e posicionamentos e formar novos conceitos é sinal de abertura e de bom convívio. É o exercício da cidadania que a escola tanto privilegia em sua fundamentação.

Acompanhamento da aprendizagem

Em cada aula, é importante estar atento ao processo de ensino e aprendizagem. Quando necessário, ajuste diferentes maneiras de abordar o mesmo assunto. A ação didática e pedagógica permite flexibilidade, de modo que possamos nos expressar e propor metodologias de ensino e aprendizagem a fim de atingir todos os alunos. Para tanto, propomos as seguintes ações:

·     Observe os alunos constantemente durante cada atividade proposta.

·     Registre, em cada aula, os procedimentos dos alunos, como se manifestaram, se foram participativos de modo geral e particular, se houve comportamentos de apatia ou empatia em relação ao tema e à atividade propostos.

·     Observe e verifique quem estabelece manifestação oral dos conteúdos na dimensão conceitual e quem se manifesta mais participativo na dimensão procedimental do conteúdo, mediante as vivências propostas.

·     Observe as facilidades e dificuldades dos alunos na exposição de ideias e conceitos que já trazem na bagagem, na tolerância e na aceitação das manifestações orais e procedimentais/práticas ou expressivas dos colegas de turma e na exploração das tecnologias como ferramentas de aprendizado.

·     Observe e verifique se os objetivos da sequência didática foram atingidos ou se há necessidade de aumentar o número de aulas para explorar o tema.

Para verificar o processo de ensino e aprendizagem, é válido e importante que o próprio aluno faça suas considerações e se autoavalie. Após o trabalho com a sequência didática, apresente aos alunos a autoavaliação a seguir. Se preferir, reproduza as questões na lousa e peça que as copiem e respondam.

 

AUTOAVALIAÇÃO

SIM

MAIS OU MENOS

NÃO

Participei com atenção das atividades propostas?

 

 

 

Expressei verbalmente e respeitei a opinião e as formas de expressão rítmica dos meus colegas?

 

 

 

Realizei com dedicação as tarefas propostas?

 

 

 

Contribuí para a composição e a edição do rap e da coreografia?

 

 

 

Se julgar oportuno, com os alunos em roda, proponha estas reflexões:

·     Do que você mais gostou nessas três aulas? E do que menos gostou?

·     O que achou do filme? Aprendeu novos conceitos com ele? Ele contribuiu para uma reflexão sobre a liberdade de expressão, o preconceito e o racismo?

·     Qual foi sua maior dificuldade durante essas aulas? E a maior facilidade?

·     De um a dez, como você julga sua participação, seu envolvimento e seu aprendizado nessas aulas?


Fonte: PNLD Moderna

 

13 maio 2021

A ARTE E A PALAVRA

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Sequência didática

A ARTE E A PALAVRA

Nesta sequência, a proposta é que os alunos reflitam sobre o uso das linguagens verbal e não verbal nas diferentes formas artísticas. Sugere-se a criação e experimentação da técnica da colagem. Os alunos criarão uma colagem utilizando-se de palavras.

A BNCC na sala de aula

Objetos de conhecimento

Artes Visuais

Contextos e práticas

Elementos da linguagem

Materialidades

Processos de criação

Competências específicas

8. Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.

9. Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional, material e imaterial, com suas histórias e diferentes visões de mundo.

Habilidades

Artes Visuais

(EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF69AR02) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando-os no tempo e no espaço.

(EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas.

(EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).

(EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.

(EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais.

Objetivos de aprendizagem

Refletir sobre o processo de criação de diferentes artistas.

Refletir, por meio da análise e experimentação artística, sobre os diferentes usos das linguagens verbal e não verbal.

Conhecer e experimentar a técnica da colagem.

Pesquisar e conhecer artistas que utilizaram o poema ou a poesia como principal fonte de inspiração em suas produções.

Experimentar a criação individual em artes visuais.

Conteúdos

Linguagem verbal e linguagem não verbal

Colagem

Processos de criação

Materiais e recursos

Aparelho para projeção de imagem e para som.

Materiais e suportes diversos para trabalho de colagem (papéis, retalhos de tecido, linhas, recortes de jornais e revistas, entre outros).

Tesoura.

Cola.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 3 aulas.

Aula 1

Como os artistas se comunicam e demonstram sentimentos e opiniões? E você, como gosta de se expressar? Por meio de gestos, palavras escritas ou faladas? Qual é a sua linguagem?

Por meio da linguagem, o ser humano desenvolveu diferentes maneiras de interação social, de expressão, de comunicação. A necessidade de trocar ideias, bem como de manifestar sentimentos, emoções e opiniões, faz que cada um de nós busque, entre muitas possibilidades, um modo próprio de se relacionar e de se comunicar com as pessoas e com o mundo à nossa volta.

Na arte, as formas de se comunicar podem se misturar e originar novas linguagens. Os artistas buscam e experimentam materialidades, técnicas, linguagens e desenvolvem suas poéticas. Palavras faladas e escritas, gestos, movimentos, sons, símbolos visuais e imagens podem se encontrar, se misturar e criar novas maneiras de comunicação e expressão.

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Nomad_Soul/Shutterstock.com

A mímica é uma forma de expressão humana e teatral em que os artistas se expressam por meio da linguagem não verbal. Nessa arte, gestos e movimentos corporais podem expressar e simbolizar sentimentos diversos.

Para iniciar a aula, organizar os alunos em pequenos grupos e propor que façam uma lista definindo e exemplificando o uso de diferentes linguagens (verbal e não verbal) no dia a dia. É sempre bem produtivo relacionar a temática com o cotidiano dos alunos, para que encontrem respostas em exemplos simples e na rotina escolar. Por exemplo, no trajeto de casa até a escola, como na imagem a seguir: destaca-se o uso da linguagem verbal ou da não verbal? O que nos dizem os símbolos? E as cores? O que nos transmitem as expressões faciais e os gestos dos personagens presentes na imagem?

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Kakigori Studio/Shutterstock.com

Com base nas conversas anteriores, realizar com os alunos uma curadoria selecionando obras em que as linguagens verbal e não verbal se misturem. Artistas visuais como os brasileiros Alex Flemming (1954-) e Fefe Talavera (1979-) e o estadunidense Jean-Michel Basquiat (1960-1988) fazem uso das palavras em suas obras visuais. É interessante proporcionar momentos de apreciação, análise e reflexão das produções artísticas.

As perguntas a seguir podem auxiliar no processo de mediação:

Você conhece algum artista que faz uso da tipografia em suas obras?

Na sua opinião, por que os artistas misturam linguagens distintas e utilizam palavras em suas produções?

Ao final dessa etapa de trabalho, propor uma roda de conversa com a turma. Procurar despertar a atenção dos alunos para o processo criativo dos artistas, as diferentes maneiras de se expressar e comunicar na arte, enfatizando que na arte as linguagens podem se mesclar e originar produções únicas e abertas a diversas leituras e significados.

Aula 2

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Photo Boutique/Shutterstock.com

Arte de rua em Berlim, Alemanha. Colagem de cartazes.

Para iniciar esta aula, sugerimos retomar brevemente o conteúdo da aula anterior.

A atividade proposta é uma colagem, individual ou coletiva, em que os alunos façam o uso de palavras, bem como de poemas, parlendas e/ou trava-línguas. Produções artísticas como a série Sumaré, do artista Alex Flemming, podem servir de inspiração para os alunos. Pode-se também buscar livros, documentários e vídeos sobre a técnica da colagem e apresentá-los para a turma.

A colagem é uma ótima técnica para ser trabalhada na escola, já que podem ser usados materiais simples e de fácil acesso em sua composição. Realizar com os alunos experimentações com diversos materiais e suportes, tais como colagens monocromáticas, que podem ser feitas com tiras de jornal; colagens tridimensionais com o uso de objetos diversos; composições com formas geométricas e/ou abstratas; técnicas mistas como desenho e pintura agregadas à colagem. Orientá-los no manuseio, características e potencialidades dos materiais. Aproveitar para trabalhar com a turma elementos da linguagem visual como ponto, linha, forma, direção, cor, entre outros. Os registros do processo criativo dos alunos podem ser feitos no Caderno de Artista ou no Diário de Arte.

Aula 3

Esta aula é dedicada à apresentação dos trabalhos realizados nos encontros anteriores. Promover uma mostra e uma roda de conversa com a turma a fim de que cada aluno comente o próprio trabalho e o dos colegas, com destaque para os registros do processo de criação, inspirações, facilidades e dificuldades. As perguntas a seguir podem nortear a conversa e, posteriormente, as respostas podem ser registradas no diário ou caderno dos alunos.

1. Durante o seu percurso de criação, quais técnicas e materiais foram agregados à técnica da colagem?

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno tenha experimentado diferentes técnicas e materiais no decorrer das aulas, tenha registrado suas preferências, bem como as dificuldades, as soluções encontradas e as novas descobertas.

2. No decorrer das aulas, quais foram as produções artísticas que mais lhe inspiraram? Quais foram suas referências para a realização do trabalho?

Resposta pessoal.

3. Como você se utilizou da linguagem verbal em seu trabalho? Para você, o que as palavras usadas representam?

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno relate suas inspirações e seu processo de criação.

Para trabalhar dúvidas

Cada aluno possui um tempo e uma maneira de compreender ou assimilar as discussões e os conteúdos propostos. Por isso, durante as aulas, alguns alunos podem apresentar dificuldade, queixar-se da dificuldade em “criar” e até mesmo se negar a realizar as propostas, principalmente as práticas. Nesse caso, sugere-se acompanhar mais de perto esses alunos, incentivá-los a investigar a poética pessoal e a rotina de diferentes artistas, com o objetivo de compreender o processo de criação, muitas vezes lento e tortuoso. Uma fonte de informações para auxiliar os alunos na compreensão do processo de criação é o livro Gesto inacabado, de Cecília Almeida Salles (5. ed. São Paulo: Intermeios, 2012).

Ampliação

O artista curitibano Adriano Catenzaro (1979-) produz colagens cheias de cores que se combinam com diferentes técnicas e materiais. Apresentar aos alunos algumas obras desse artista, disponíveis em seu site oficial, e promover uma roda de conversa sobre elas.

Fonte: PNLD

Créditos:



Primeira Guerra Mundial e Revolução Russa

3ª sequência didática

Componente Curricular: História

Ano: 9º

Bimestre: 1º

Primeira Guerra Mundial e Revolução Russa

Objetivos

Perceber que os conflitos imperialistas ligados à expansão do capitalismo industrial e os movimentos nacionalistas culminaram na Primeira Guerra Mundial.

Compreender e contextualizar a expressão “paz armada”.

Entender aspectos da Revolução Russa.

Identificar o caráter autoritário do regime político liderado por Stalin na União Soviética.

Objetos de conhecimento

O mundo em conflito: a Primeira Guerra Mundial.

A Revolução Russa.

Habilidades trabalhadas

EF09HI10: Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na Europa.

EF09HI11: Identificar as especificidades e os desdobramentos mundiais da Revolução Russa e seu significado histórico.

Materiais e recursos

Mídia do filme Cavalo de Guerra (2012), dirigido por Steven Spielberg, duração 2h27min.

Fotografias da época representando fatos da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa.

Reprodutor de mídia.

Caixas de som.

Projetor de imagens.

Computadores com acesso à internet.

Lápis grafite.

Quantidade de aulas

11 aulas de aproximadamente 50 minutos cada.

Desenvolvimento da sequência

Etapa 1 (aproximadamente 300 minutos / 6 aulas)

Preparação

Esta sequência didática trabalhará os temas Primeira Guerra Mundial e Revolução Russa.

Nessa primeira etapa os alunos assistirão ao filme Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg.

Providencie antecipadamente a mídia do filme escolhido e os equipamentos necessários para assistir ao filme em sala de aula ou reserve a sala de vídeo da escola. A sugestão para a atividade é o filme
Cavalo de Guerra (2002), de classificação a partir de 12 anos, dirigido por Steven Spielberg, duração 2h27min. Esse filme conta a história de um filho de camponês que treina habilidades em seu cavalo até que eclode a Primeira Guerra Mundial e seu cavalo é levado por um militar. Além da relação de amizade entre Albert e o cavalo Joey, o filme retrata os campos de batalha e as diferentes etapas do primeiro conflito bélico mundial.

Verifique com antecedência se a mídia utilizada é compatível com o aparelho de reprodução escolhido.

Encaminhamento

Inicie a aula comentando com os alunos o tema da sequência didática e que nesta Etapa 1 eles vão assistir ao filme Cavalo de Guerra. Questione‐os se já assistiram a esse filme. Caso algum deles já tenha assistido, pergunte o que achou e peça que o assista novamente, atentando‐se para novos aspectos e características que não percebeu da outra vez em que o assistiu.

Peça a todos que prestem atenção, principalmente, às características relacionadas ao contexto histórico, pois espera-se que os alunos compreendam aspectos relacionados à Primeira Guerra Mundial.

Ressalte a questão das fontes históricas, dizendo aos alunos sobre sua importância e sobre a necessidade de se analisar e interpretar filme e fotografias, por exemplo, a fim de se compreender determinado fato histórico, que nesse caso é a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa.

Formule previamente questões relacionadas ao filme para que os alunos possam ter um direcionamento no olhar ao assisti-lo, guiando-se pelas questões como chaves interpretativas. As questões podem ser
as seguintes.

Em qual contexto se passa a história?

Quais países estão envolvidos no conflito?

Como a tecnologia é apresentada?

Foram apresentadas diferentes fases da guerra. Quais são elas?

Como os soldados dos diferentes países envolvidos no conflito foram representados? O que você pensa sobre essas representações?

Encaminhe‐se com os alunos para a sala de vídeo da escola ou prepare a sala de aula para exibição. Exiba o filme. Ao final da apresentação, inicie uma roda de conversa sobre as impressões que os alunos tiveram do filme, enfatizando os pontos levantados pelas questões acima.

Comente com os alunos que a história se passa no contexto da Primeira Guerra Mundial. Os países envolvidos no conflito retratado pelo filme são: Alemanha, Inglaterra e França. A Guerra eclodiu envolvendo as principais potências mundiais de sua época a partir de interesses imperialistas e nacionalistas, envolvendo uma corrida armamentista e uma política de alianças. Explique aos alunos que esses pontos serão desenvolvidos na etapa posterior. O avanço da tecnologia pode ser percebido quando o primeiro ataque dos ingleses é feito utilizando cavalos e espadas, sendo surpreendidos com armas de fogo de alto calibre e metralhadoras. Além disso, aparecem também tanques de guerra. As fases da guerra são retratadas quando, no início, as tropas deslocam-se até as fronteiras dos países inimigos e, depois, com os soldados entrincheirados para se protegerem de ataques.

A respeito das imagens dos soldados retratadas no filme, comente com os alunos que nenhuma obra é neutra. Há sempre uma visão de mundo que influencia nas escolhas do que e de como algo será retratado. Desse modo, percebemos que os soldados alemães são retratados como pessoas maldosas, enquanto os soldados ingleses seriam piedosos, revelando uma escolha interpretativa.

Finalize a aula comentando com os alunos que o filme possibilita a compreensão de diversos aspectos do primeiro conflito bélico mundial, mas que é apenas um recorte do que foi a Primeira Guerra. Nas etapas seguintes, além de mais informações sobre como foi a Primeira Guerra, compreenderão a relação desse conflito com a Revolução Russa.

Etapa 2 (aproximadamente 100 minutos / 2 aulas)

Preparação

Organize antecipadamente uma apresentação em slides com fotografias e trechos do filme
Cavalo de Guerra (2012) para serem analisados com a turma. Providencie um computador e um projetor de imagens e verifique as condições de uso do equipamento para o dia da aula.

Encaminhamento

Inicie a aula retomando com os alunos alguns pontos, discutidos na etapa anterior, relacionados ao filme. Peça aos alunos que indiquem oralmente os principais pontos retratados no filme sobre a Primeira Guerra Mundial. Sugere-se que os slides da apresentação entejam organizados da seguinte maneira: imagem e questão motivadora. Assim, incentive os alunos a analisarem a imagem como fonte histórica.
Apresente as imagens dos trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra (disponível em: <http://livro.pro/847oqx>, acesso em: 23 out. 2018) e pergunte aos alunos: qual(is) seria(m) a(s) relação(ões) entre as dinâmicas do capitalismo e o conflito vivenciado na Europa?

Peça aos alunos que descrevam os elementos observados em cada imagem apresentada.

Comente que as potências imperialistas buscavam o domínio de territórios coloniais. Assim, além de garantir fontes de matérias-primas para as indústrias, buscava-se novos mercados consumidores.
Nesse período, a tecnologia militar teve grande desenvolvimento e as potências realizaram intensa corrida armamentista, criando-se armamentos mais mortíferos, blindando navios e aumentando seu poder bélico. Esse período ficou conhecido como “paz armada”, pois havia um risco de guerra (causado pelo clima de disputas do imperialismo e nacionalismo), que levaram as potências a fortalecerem seus exércitos.
Além disso, foram firmados tratados de aliança, com o intuito de garantir forças para enfrentar possíveis rivais. Em 1907, a Europa dividiu-se em dois grandes blocos: Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia). Ressalte que a formação dessas alianças sofria alterações conforme os interesses dos países.

Selecione imagens do arquiduque Francisco Ferdinando e da prisão de Gavrilo Princip (disponível em: <http://livro.pro/847oqx>, acesso em 23 out. 2018). Oriente os alunos a descreverem os elementos das imagens. Comente com os alunos que o assassinato do arquiduque Ferdinando provocou uma reação contra a Sérvia. O crime foi cometido por um estudante pertencente à organização secreta nacionalista Unidade ou Morte (Mão Negra), que tinha o apoio sérvio. Com as alianças que se formaram anteriormente, muitas nações se envolveram no conflito. Ressalte que, em um primeiro momento, as populações dos países envolvidos na Guerra mantinham um clima de animação e euforia. A consciência do poder de destruição que os novos armamentos causariam veio tardiamente.

Pergunte aos alunos: quais características da guerra podemos perceber nas imagens e no filme?

Comente com os alunos que a análise dessas fotografias nos permite compreender as fases pela qual a Primeira Guerra Mundial pode ser interpretada. A primeira fase é marcada por uma Guerra de Movimento: as tropas alemãs buscavam tomar Paris. A segunda fase é marcada por uma Guerra de Posição: as tropas se estabeleciam em trincheiras, tornando as batalhas mais estáticas. A terceira fase é caracterizada pela saída da Rússia e pela entrada dos Estados Unidos na guerra. Destaque que a Rússia retira seus exércitos em decorrência do início da Revolução de 1917.

Finalize a aula ressaltando a importância da análise de fotografias e filmes para a compreensão da História. Informe aos alunos que eles realizarão na próxima etapa uma atividade em grupo semelhante a que realizaram nesta etapa, analisando imagens como fontes históricas.

Etapa 3 (aproximadamente 150 minutos / 3 aulas)

Preparação

Nesta etapa os alunos vão estudar a Revolução Russa.

Verifique antecipadamente a disponibilidade e o funcionamento dos equipamentos do laboratório de informática. Verifique se há instalado algum programa de criação de apresentações.

Caso não seja possível a realização da atividade utilizando programas de computador, os alunos podem utilizar cartazes para a apresentação.

Encaminhamento

Inicie a aula perguntando aos alunos sobre o que sabem a respeito da Revolução Russa e verifique seus conhecimentos prévios sobre o assunto. Organize os alunos em grupos com quatro pessoas e explique a eles que a atividade a ser realizada é de uma pequena pesquisa sobre a Revolução Russa. Veja os sites que podem ser indicados a seguir.

Deflagrada há 100 anos, Revolução Russa também mudou o Brasil. Disponível em: <http://livro.pro/v8w6x8>. Acesso em: 21 nov. 2018.

Revolução Russa: tudo o que você precisa saber sobre o período. Galileu. Disponível em: <http://livro.pro/gw229z>. Acesso em: 21 nov. 2018.

100 anos da Revolução Russa. O Estado de S. Paulo. Disponível em: <http://livro.pro/fx994b>. Acesso em: 21 nov. 2018.

Revolução Russa. Cult. Disponível em: <http://livro.pro/kbd6yg>. Acesso em: 21 nov. 2018.

Veja uma cronologia da Revolução Russa desde suas origens no século 19. O Estado de S. Paulo. Disponível em: <http://livro.pro/8bfdfi>. Acesso em: 21 nov. 2018.

A pesquisa deve ser organizada e apresentada em slides.

Para isso, oriente os alunos sobre a utilização dos computadores e programas de criação de apresentação. Verifique qual o programa utilizado na sala de informática da escola.

Distribua os subtemas para os alunos, com o objetivo de deixar o menos repetitivo possível.
Os temas podem ser: Contexto: características da Rússia czarista, Bolcheviques, Mencheviques, O fim da Rússia czarista, A insurreição bolchevique, Guerra civil russa, Nova Política Econômica e Ditadura stalinista.

Peça aos alunos que criem no máximo três slides por subtema, pois todos os grupos deverão apresentar o resultado de suas pesquisas. Incentive-os a dividirem as tarefas, de modo que todos os integrantes contribuam com a produção do material.

Encaminhe-se com os alunos para a sala de informática e oriente-os na pesquisa e na criação dos slides. Se preferir, sugira algumas páginas na internet.

Durante as apresentações, estimule a participação de todos os alunos na análise das imagens. Incentive-os a identificarem as especificidades e as consequências da Revolução Russa, destacando
seu significado histórico.

Avaliação de aprendizagem

O processo de avaliação é contínuo e deve ocorrer durante a realização de todas as atividades propostas. As perguntas a seguir apresentam alguns aspectos importantes de serem avaliados nesta sequência didática.

Aspecto

Sim

Não

Parc.

Os alunos participaram dos momentos de conversa propostos nas aulas?

Os alunos foram capazes de identificar e interpretar elementos históricos contidos no filme e nas fotografias?

Os alunos identificaram e relacionaram as dinâmicas do capitalismo com os conflitos mundiais?

Os alunos realizaram as atividades propostas?

Atividades

As atividades abaixo vão auxiliá-lo no processo de verificação de aprendizagem. Reproduza-as na lousa e peça aos alunos que respondam da maneira que você julgar conveniente. Eles podem responder às questões oralmente, no caderno ou em uma folha separada.

1. Qual a relação das dinâmicas do capitalismo com os conflitos mundiais?

Os conflitos imperialistas ligados à expansão do capitalismo industrial e os movimentos nacionalistas culminaram na Primeira Guerra Mundial, isto é, as dinâmicas do capitalismo criaram as condições para a ocorrência de conflitos mundiais, como a Primeira Guerra Mundial. As potências imperialistas buscavam o domínio de territórios coloniais. Assim, além de garantir fontes de matérias-primas para as indústrias, buscava-se novos mercados consumidores. Com o grande desenvolvimento da tecnologia militar, as potências realizaram intensa corrida armamentista, criando-se armamentos mais mortíferos, blindando navios e aumentando seu poder bélico. O risco de guerra (causado pelo clima de disputas) levou as potências a firmarem tratados de aliança, com o intuito de garantir forças para enfrentar possíveis rivais.

2. Quais as consequências do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando?

Com o assassinato ocorrido de Francisco Ferdinando, houve uma reação da Áustria-Hungria contra a Sérvia e, em decorrência do clima de tensão e da política de alianças, iniciou-se a Primeira Guerra Mundial.

Autoavaliação

Reproduza na lousa ou providencie cópias do quadro a seguir para os alunos.

Marque um X na alternativa que melhor representa como você se sente em relação às atividades desta sequência.

Sim

Não

Mais ou menos

Participei das atividades propostas?

Identifiquei e interpretei elementos históricos no filme e nas fotografias?

Consegui relacionar as dinâmicas do capitalismo com os conflitos mundiais?

Realizei o trabalho em grupo dividindo as tarefas?

 Fonte: PNLD

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