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08 julho 2020

Bonitense e mundonovense participaram de Feira Brasileira de Jovens Cientistas e ficaram em terceiro lugar na modalidade Ciências da Saúde

    Duas jovens participaram da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC). Tifani, natural de Mundo Novo-BA, e Vanessa, natural de Bonito-BA, eles desenvolveram um projeto que foi selecionado para participar da Feira Brasileira de Jovens Cientistas. São alunas do IFBA localizado no município de Irecê-BA.

    Dentre muitos concorrentes, as meninas conseguiram o terceiro lugar na modalidade Ciência da saúde, tendo como tema do projeto: "AS TÉCNICAS-CIENTIFICAS APLICADAS NA VERACIDADE DOS MÉTODOS CASEIROS EM PROL DO AUMENTO DA UMIDADE NO SERTÃO BAIANO". Esse projeto é construído com base nos métodos caseiros que são utilizados, com o intuito de aumentar a umidade relativa do ar como por exemplo: usar recipiente com água, toalha molhada, plantas, chão molhado etc. 

  O Prêmio Jovem Cientista tem o objetivo de impulsionar a pesquisa científica no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram soluções inovadoras para os desafios da sociedade. Nesta edição, os jovens cientistas e seus orientadores  compartilharam ideias e projetos na área de sustentabilidade ambiental, biodiversidade, empreendedorismo e educação. Para conhecer o projeto de Vanessa e Tifani na íntegraCLIQUE AQUI.


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03 junho 2020

Reflexão sobre: o que é ensinar?

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Ensinar_ educação_ aprender

Reflexão sobre:o que é ensinar?

Muitas vezes me pergunto o que é ensinar? Ao me deparar com essa pergunta, me encontro num emaranhado de respostas. Ensinar é algo bem mais amplo do que eu imaginava, pois é papel do professor ajudar a construir a identidade do educando, ele é peça chave para a construção do conhecimento de seus alunos. Através da educação desenvolverão a capacidade de agir ativamente dentro da sociedade na reivindicação dos seus direitos, de modo mais eficaz. Pois já está mais o que provado que só através dela que podemos transformar nossa sociedade. Então, entendo eu que o professor tem papel primordial no desenvolvimento sociocultural e profissional de seu aluno.

Autor: Washington Allifer

24 maio 2020

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: Como a informação é transmitida?

???

Sequência didática

Como a informação é transmitida?

Nesta sequência, será abordada a transmissão de informações via ondas eletromagnéticas. Espera-se que os alunos identifiquem as ondas no espectro eletromagnético, além de caracterizá-las quanto a sua frequência e comprimento de onda.

A BNCC na sala de aula

Objeto de conhecimento

Radiações e suas aplicações na saúde

Competências específicas de Ciências da Natureza

2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.

Habilidade

(EF09CI05) Investigar os principais mecanismos envolvidos na transmissão e recepção de imagem e som que revolucionaram os sistemas de comunicação humana.

Objetivo de aprendizagem

Identificar o uso das ondas eletromagnéticas em equipamentos de transmissão de dados.

Conteúdos

Ondas eletromagnéticas.

Frequência.

Comprimento de onda.

Satélites.

Ionosfera.

Materiais e recursos

Projetor multimídia.

Imagens de diversos aparelhos de comunicação as últimas décadas, como o telégrafo elétrico (1835), o telefone (1870), os primeiros rádios (1904), o telefone celular (1973), o telefax (1970), o pager, os aparelhos celulares recentes.

Imagem do espectro eletromagnético.

Lanternas.

Cópias do texto: O que aconteceria se todos os satélites que levamos ao espaço fossem destruídos? Disponível em: <https://gizmodo.uol.com.br/satelites-destruidos/>. Acesso em: 17 nov. 2018.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 3.

Aula 1

Para iniciar a aula, organizar os alunos em semicírculo, de modo que possam visualizar a lousa e a projeção da mídia. Projetar as imagens, uma a uma, dos aparelhos de comunicação, começando pelos mais antigos até os mais recentes. Dentre as possibilidades, estão o telégrafo elétrico (1835), o telefone (1870), os primeiros rádios (1904), o telefone celular (1973), o telefax (1970), o pager (1980), diversos aparelhos celulares, desde os mais antigos aos mais modernos. Reparar que as datas estão aproximadas e servem apenas para uma localização temporal. Comentar com os alunos que é muito difícil determinar precisamente o início do uso de certo aparelho, uma vez que, em muitos casos, a data da ideia inicial difere em até uma década da data do seu uso. Outro ponto importante é não associar um cientista à invenção de determinada tecnologia. É importante que os alunos compreendam que a ciência só é possível por que muitas pessoas estão envolvidas ao longo de muitos anos. No ramo da comunicação a distância, esse fato fica ainda mais evidente quando se verifica, por exemplo, que o rádio foi criado duas décadas após a descoberta das ondas eletromagnéticas.

Enquanto as imagens são exibidas é provável que os alunos participem ativamente com comentários do tipo "não tenho a menor ideia de para que serve isso" ou até mesmo "meus pais tiveram isso". Aproveitar esses comentários para incrementar a discussão, perguntando em qual época tal aparelho foi utilizado, para que servia, se era esteticamente bonito comparado aos padrões atuais etc.

Após a exibição de todos os aparelhos, direcionar a discussão para o funcionamento de alguns deles. Sugerimos que seja feita pesquisa utilizando dispositivos conectado à internet sobre o telégrafo, o rádio e o celular. Essa pesquisa deve ser rápida, em torno de 15 minutos, e pode ser realizada em duplas ou trios.

A ideia é que os alunos entrem em contato com algumas informações de características físicas presentes nesses equipamentos, como ondas eletromagnéticas, frequências, amplitude, unidades de medida como hertz etc. A partir desses conceitos que ainda são bem vagos aos alunos, será explorado o conceito de ondas e parte do espectro eletromagnético.

Por meio da pesquisa e das informações do debate inicial, orientar que os alunos respondam às perguntas a seguir. Essas perguntas devem ser retomadas na segunda aula para um melhor aprofundamento.

1. Como a informação é transmitida pelos aparelhos estudados?

Resposta: Por meio de ondas eletromagnéticas.

2. O que o rádio e o celular possuem em comum?

Resposta: Transmitem informação a longas distâncias por meio de ondas eletromagnéticas. Ambos possuem transmissores e receptores.

3. Ao falarmos em um celular, a onda emitida pelo usuário (fala) é a mesma onda transmitida pelo aparelho?

Resposta: A informação emitida pelo usuário que chega até o celular é uma onda mecânica, enquanto a onda transmitida entre os aparelhos é uma onda eletromagnética.

4. Por que não enxergamos as ondas emitidas e recebidas por esses aparelhos?

Resposta: Essas ondas encontram-se fora da faixa de frequências visível.

Após a resolução das questões, com os alunos dispostos, novamente, em semicírculo, projetar a imagem das radiações do espectro eletromagnético, com o intervalo de frequências e comprimento de ondas entre as radiações.

???

Sirio Cançado

Representação do espectro eletromagnético.

Perguntar aos alunos o que essas faixas significam e pedir que identifiquem a faixa em que os rádios e celulares se encontram. É importante que os alunos percebam que as ondas usadas para a comunicação estão localizadas na faixa de grandes comprimentos de ondas e baixas frequências. Enfatizar que essas grandezas são inversamente proporcionais. Desenhar uma onda no quadro e definir com os alunos o que é comprimento de onda e a frequência, como a repetição de ondas em determinado intervalo de tempo. Pedir aos alunos que comparem, por meio de um desenho, uma onda de rádio com uma onda de raio gama. Esse desenho serve como aferição dos objetivos da atividade; a representação deve conter as ondas de rádio com comprimento de onda maiores; portanto, menores frequências que a onda de raios gama.

Aula 2

Iniciar a aula questionando os alunos com a seguinte pergunta, que pode ser escrita na lousa: Quais as maiores dificuldades dos primeiros meios de comunicação a distância, como os telégrafos?

Para explorar esse tema, retomar a pesquisa sobre o telégrafo, discutido na aula anterior. Pedir aos alunos que aprofundem esse tema por meio de pesquisas mais amplas, que podem ser realizadas em dispositivos conectados à internet com a turma organizada em grupos de quatro alunos.

Espera-se que os alunos concluam que uma das principais dificuldades do telégrafo era transmitir grandes informações em pouco tempo. Devido ao seu sistema baseado em código Morse, era praticamente impossível mandar mensagens longas além de depender, é claro, de pessoas que sabiam manusear o equipamento e transcrever corretamente as informações.

Na segunda parte da aula, distribuir duas lanternas para cada grupo. Eles devem criar um próprio código para mandar uma pequena mensagem para outro grupo, do outro lado da sala. Para tal eles devem fornecer ao outro grupo o seu código escrito em um papel, mas sem se falarem. Eles podem se inspirar no próprio código Morse para se comunicar. Antes de iniciar, apagar as luzes da sala e fechar um pouco as cortinas. Dentre as inúmeras possibilidades, eles podem:

Atribuir letras do alfabeto à lanterna apagada ou acesa.

Usar uma das lanternas somente para separar palavras.

Atribuir tempo da lanterna acesa ou apagada como atributo de mudança de letra ou palavra.

Enquanto um ou dois alunos manuseiam a lanterna, uma dupla lê a informação e a outra confere se os gestos estão corretos. Por meio dessa atividade espera-se que os alunos percebam as dificuldades existentes na época em que os telégrafos eram uma das poucas formas de comunicação. Ressaltar que, diferentemente da lanterna, que usa uma onda visível para mandar a informação, os telégrafos se utilizavam de pulsos elétricos. Questionar os alunos: Como as nossas vidas seriam atualmente se o ritmo de trocas de informação fosse igual ao da atividade? Por fim, deixar claro que, apesar das limitações, a criação e o uso do telegrafo foram de extrema importância para o desenvolvimento de um sistema de comunicação mais eficaz.

Aula 3

Retomar brevemente a conclusão da atividade da aula anterior sobre as dificuldades enfrentadas na comunicação por meio dos telégrafos. Colocar a seguinte questão motivadora na lousa: Como os satélites permitiram um avanço nos meios de comunicação?

Retomar o espectro eletromagnético mostrado na primeira aula e, se possível, projetá-lo novamente, enfatizando que, na comunicação, são utilizadas ondas de grandes comprimentos de onda, como as ondas de rádio e as micro-ondas, mas que essa comunicação é limitada para grandes alcances.

Para isso ficar mais evidente, desenhar a Terra na lousa, cujo diâmetro esteja próximo dos limites da largura do quadro, representando duas antenas em dois pontos da Terra, próximos entre si, com as ondas se propagando de um ponto a outro. Lembrar que essas ondas devem se propagar em linha reta. Em seguida, fazer o mesmo com dois pontos mais distantes. Espera-se que os alunos notem que em determinado momento essas ondas não alcançam mais o outro ponto, pois propagam-se em linha reta e a superfície da Terra é curva.

Desenhar um círculo imaginário maior, envolvendo a Terra e questionar os alunos: Como esse círculo poderia ajudar na transmissão das informações? Que formas de transmissão de dados entre pontos distantes da Terra temos atualmente? Esse círculo representa a ionosfera, a camada da atmosfera capaz de refletir as ondas de rádio, é nela também que se localizam os satélites artificiais que usamos para comunicação e transmissão de dados, como os sinais de TV ou de celulares. Explicar que, muitas vezes, para que uma informação seja transmitida, mais de um satélite está envolvido; essa informação é refletida entre vários satélites até atingir o ponto que se quer atingir. Para ampliar a discussão sobre o tema, sugerimos a leitura do texto O que aconteceria se todos os satélites que levamos ao espaço fossem destruídos?, em pequenos grupos (trios ou quartetos), com posterior resolução das questões a seguir.

1. Segundo o texto, qual o principal problema causado pela falta de satélites?

Resposta: A nossa comunicação seria imediatamente afetada, como rede de telefonia, internet e rádio.

2. Qual a solução mais rápida, segundo o texto? Ela é altamente eficaz?

Resposta: Transferir a forma de comunicação para cabos terrestres e submarinos. Essa alternativa é pouco eficaz, uma vez que, rapidamente, causaria sobrecarrega de dados.

3. Por que os aviões teriam dificuldades em suas rotas sem o uso de satélites?

Resposta: Os aviões trocam dados constantemente com os satélites GPS para saber em tempo real sua posição geográfica, além da presença de outras aeronaves. Sem esse sistema, seria bem mais difícil a comunicação entre as aeronaves e a cabine de comando; sistemas antigos de comunicação, que são mais lentos e conseguem operar um número menor de aeronaves, voltariam a ser usados.

Para trabalhar dúvidas

Caso algum aluno sinta dificuldades em compreender ou diferenciar as ondas do espectro eletromagnético, enfatizar que as ondas são, basicamente, caracterizadas pela frequência e pelo seu comprimento. Mostre, por meio do espectro, que ondas de maiores comprimentos possuem menores frequências. Pedir ao aluno que identifique as ondas usadas na comunicação.

Grupos de trabalho também são importantes os alunos trocarem informações entre si, e os alunos com mais facilidade auxiliam aqueles com mais dificuldade.

Avaliação

O levantamento de hipóteses, bem como o trabalho em grupos e a discussão com toda a turma, deve ser avaliado. Para isso, sugerimos a ficha a seguir.

Nome do(a) aluno(a): __________________________________________________________________

1. Participou das discussões de maneira efetiva?

( ) Sim.

( ) Não.

2. Participou de maneira efetiva da criação do código na atividade em grupo?

( ) Sim.

( ) Não.

3. Compreendeu a importância dos satélites na vida cotidiana?

( ) Sim.

( ) Não.

4. Compreendeu a importância da ionosfera e dos satélites para a transmissão de ondas eletromagnéticas?

( ) Sim.

( ) Não.

5. Diferenciou as ondas eletromagnéticas por meio de sua frequência e/ou comprimento de onda?

( ) Sim.

( ) Não.

6. Identificou as ondas do espectro eletromagnético usadas nos meios de comunicação?

( ) Sim.

( ) Não.

Propor também aos alunos algumas questões relacionadas às ondas eletromagnéticas, conforme a seguir:

1. Identifique no espectro as ondas eletromagnéticas aquelas que são utilizadas para a transmissão de dados, bem como suas frequências.

Resposta: Micro-ondas: 109 Hz a 1011 Hz. Ondas de rádio e TV: 103 Hz a 108 Hz.

2. Pesquise e relacione a dificuldade de comunicação entre aviões durante uma tempestade solar intensa.

Resposta: As tempestades solares emitem ondas, como raios x, que interagem com a ionosfera, ocasionando um enorme pulso eletromagnético, que carregam a ionosfera. Neste cenário, as ondas de rádio, usadas na comunicação entre aviões é totalmente prejudicada.

Ampliação

Os alunos poderão pesquisar outros usos das diferentes radiações estudadas, como a de micro-ondas para o aquecimento de alimentos ou mesmo recentes testes do seu uso na medicina, no tratamento de artrites e reumatismo.

Fonte: PNLD

23 maio 2020

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: Clima 1

???

Sequência didática

Clima 1

Nesta sequência, serão abordados o aquecimento desigual de áreas específicas da Terra provocando movimentos de massas de água e de ar que circulam e provocam fenômenos cíclicos que influenciam as chuvas em certas regiões.

A BNCC na sala de aula

Objetos de conhecimento

Sistema Sol, Terra e Lua

Clima

Competências específicas de Ciências da Natureza

2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.

5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza.

Habilidades

(EF08CI14) Relacionar climas regionais aos padrões de circulação atmosférica e oceânica e ao aquecimento desigual causado pela forma e pelos movimentos da Terra.

(EF08CI16) Discutir iniciativas que contribuam para restabelecer o equilíbrio ambiental a partir da identificação de alterações climáticas regionais e globais provocadas pela intervenção humana.

Objetivos de aprendizagem

Compreender como a incidência dos raios de Sol promovem um aquecimento desigual na Terra.

Compreender o fenômeno de transpiração das árvores e a formação dos rios voadores.

Compreender como ocorre a formação de massas de ar frio e ar quente, assim como passam a circular.

Conteúdos

Aquecimento da Terra e da água.

Massas de ar e frentes frias.

Materiais e recursos

Texto "Brisa marítima é atraída para local de baixa pressão". Disponível em: <https://super.abril.com.br/comportamento/brisa-maritima-e-atraida-para-local-de-baixa-pressao/>. Acesso em: 15 nov. 2018.

Texto "Como se forma e se desloca uma frente fria?". Disponível em: <https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-se-forma-e-se-desloca-uma-frente-fria/>. Acesso em: 12 nov. 2018.

Vídeo "O que é uma frente fria?". Disponível em: <https://www.climatempo.com.br/videos/video/4/8uE60fLUCgU>. Acesso em: 17 nov. 2018.

Vídeo "Rios voadores", documentário da Fapesp. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=lyp83uYdtbk&feature=youtu.be>. Acesso em: 12 nov. 2018.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 3.

Aula 1: Os rios voadores

Para iniciar a aula, organizar os alunos em grupos de três ou quatro componentes e entregar para cada grupo uma cópia do texto: Brisa marítima é atraída para local de baixa pressão. Solicitar aos alunos que leiam o texto e, com base nas informações apresentadas, respondam no caderno às questões a seguir.

1. Ao aquecer uma amostra de água e uma amostra de areia, as duas sofrem a mesma variação de temperatura no mesmo intervalo de tempo?

Resposta: Não, a temperatura da água apresenta menor variação, enquanto a temperatura da areia apresenta maior variação. Ao final do aquecimento, a areia atinge temperatura maior que a água.

2. Como ocorre o aquecimento em gases e líquidos? Em uma vela queimando, o que acontece com o ar sobre a chama?

Resposta: Gases e líquidos se aquecem por meio das correntes de convecção geradas por diferença de densidade entre massas de gás (ou de líquido) com diferença de temperatura.

A partir da retomada, os alunos podem fazer hipóteses sobre o que acontece com os ciclos da água e do ar nas regiões do globo terrestre para além das estações do ano. O que acontece em regiões com água em abundância e regiões muito secas ou desérticas.

Retomar os ciclos da água e do ar e relacionar com os seguintes temas, indicando que serão abordados no vídeo (ou no texto) intitulado Dança da chuva - Parte 1: rios voadores:

a circulação do calor na superfície terrestre;

a circulação da umidade na atmosfera;

a origem da água das chuvas;

as condições ambientais para que ocorram chuvas;

como as chuvas influenciam no clima;

o que é um rio voador.

Apresentar a complexidade do tema que estão tratando e a instabilidade dos modelos explicativos sobre o que se passa na atmosfera. Para discutir os padrões atmosféricos há variáveis que interferem, como os efeitos de rotação da Terra e forças que surgem devido a esse movimento, como a força de Coriolis. Há ainda a influência da umidade e como se comporta em um continente ou região. Então, exibir o documentário da Fapesp (disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=lyp83uYdtbk&feature=youtu.be>, acesso em: 14 nov. 2018), que apresenta dois pesquisadores falando sobre um fenômeno que começamos a entender recentemente, os rios voadores. Caso o acesso à internet não esteja disponível para utilizar documentário em sala de aula, o texto Dança da chuva. sobre rios voadores. encontra-se disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/12/29/danca-da-chuva/> (acesso em: 14 nov. 2018). E, com ele, pode fazer uma leitura compartilhada para superar eventuais dificuldades com termos de maior complexidade.

A partir do vídeo e das discussões, os alunos podem responder às questões a seguir.

1. Em que região do planeta estão localizados os desertos?

Resposta: Em regiões de latitudes médias.

2. Por que há maior concentração de desertos em certas regiões do planeta?

Resposta: Existe um mecanismo de circulação na atmosfera, chamado circulação de Hadley. Os ventos que sobem na região equatorial, ao se deslocarem para regiões de latitudes médias, deixam a umidade lá. Nessas regiões, encontramos as florestas tropicais. Como essa circulação foi perdendo energia e deixando a umidade no caminho, quando essas massas descem elas são muito secas e roubam a umidade local, e assim elas fazem surgir os desertos.

3. Onde ficam as fontes primordiais de água?

Resposta: Nos oceanos.

4. O que acontece com as massas de ar úmidas quando adentram o continente?

Resposta: Provocam chuvas e perdem a sua umidade.

5. O que as árvores de grande porte fazem que mantêm o ar úmido?

Resposta: As suas raízes muito profundas captam água do lençol freático a 50 m ou 60 m de profundidade, e sua transpiração pelas folhas evaporam essa água.

6. Quanta água pode ser evaporada em um dia na Amazônia?

Resposta: A Amazônia pode evaporar 20 bilhões de toneladas de água em um dia.

7. Além de umidade, o que mais as plantas liberam que provocam as chuvas?

Resposta: Alguns compostos que são liberados ajudam na aglutinação das moléculas de água, provocando a precipitação. Essas partículas são chamadas aerossóis atmosféricos ou núcleos de condensação de nuvem.

8. O que são os aerossóis?

Resposta: São compostos que são liberados com a evaporação das plantas que ajudam na aglutinação das moléculas de água, provocando a chuva. Elas também são chamadas de núcleos de condensação de nuvem.

9. Por que a região entre Cuiabá, Buenos Aires, São Paulo e a Cordilheira dos Andes, que também estão em latitudes médias, não apresentam desertificação?

Resposta: A umidade gerada lançada na atmosfera pela floresta cria um fenômeno que ficou conhecido como rios voadores; desse modo, essa região que deveria ser um deserto se torna abundante em água e é responsável pela maior parte do PIB do Brasil.

10. O que é uma usina de serviços ambientais?

Resposta: É uma região capaz de gerar e deslocar recursos para outras regiões; no caso da Amazônia os recursos hídricos e os aerossóis são capazes de levar abundância de chuvas que, sem eles, seria deserto.

11. O pesquisador defende o replantio de qual ou quais florestas? Por quê?

Resposta: Ele defende o replantio de árvores na Amazônia, da Mata Atlântica e de áreas que não estão em uso, porque sem os serviços ambientais que elas fornecem nosso clima poderá se tornar inóspito. Mas alerta para o tempo que leva para que essas árvores passem a fornecer os serviços desejados.

Aula 2: Discussão das questões sobre os rios voadores

Com os alunos organizados em círculo, podemos escolher dois ou três alunos para responder a cada uma das perguntas que foram feitas sobre o vídeo e ver como elas se complementam. Os alunos podem registrar no caderno essas respostas, que foram discutidas e acordadas no grupo como uma boa resposta. A cada finalização podemos perguntar se alguém tem algo a acrescentar.

Reorganizar a sala em quartetos e entregar cópias do texto: Como se forma e se desloca uma frente fria? Os alunos devem ler o texto e responder às questões a seguir. Ao final, cada grupo entrega as respostas como forma de verificação da aprendizagem.

1. Como as massas de ar frio que se formam na região Antártida se deslocam rumo ao Equador?

Resposta: Como as massas de ar frio são muito densas, elas tendem a se deslocar para regiões mais quentes e assim menos densas.

2. Qual é a temperatura em que a massa de ar frio sai da região Antártida e com que temperatura em média chega ao Sul do Brasil?

Resposta: A massa de ar frio sai com temperatura próxima a -40 °C e atinge o Sul do Brasil com temperatura próxima a 10 °C.

3. No texto, o autor afirma existirem duas possibilidades para a massa de ar frio: seguir pelo oceano ou entrar pelo continente. Em qual delas a frente fria se aquecerá mais rapidamente?

Resposta: A frente fria se aquecerá mais rapidamente ao se deslocar pela água, porque, no inverno, a água está mais quente do que o continente.

4. O que ocorre quando há encontro entre massa de ar frio e massa de ar quente?

Resposta: Quando ocorre esse encontro, a massa de ar quente é forçada a subir.

5. O que pode ocorrer caso as massas de ar quente sejam úmidas?

Respostas: Se as massas de ar quente forem úmidas, haverá formação de nuvens que poderão precipitar.

6. Quais grandezas físicas aparecem no texto?

Resposta: Temperatura, pressão, deslocamento ou velocidade.

Aula 3: Discussão das questões sobre como ocorrem as frentes frias

Com os alunos organizados em círculo, podemos escolher dois ou três alunos para responder a cada uma das perguntas que foram feitas sobre o texto e ver como elas se complementam. Os alunos podem registrar no caderno essas respostas, que foram discutidas e acordadas no grupo como uma boa resposta. A cada finalização, perguntar se alguém tem algo a acrescentar.

Com os alunos organizados em trios, propor a eles a construção de folders explicativos sobre os temas trabalhados. Esses folders podem ser distribuídos à comunidade. Durante o trabalho dos alunos em grupos, circular entre os grupos para orientações específicas.

Os temas dos folders são:

Rios voadores.

As frentes frias e as chuvas.

1. O que são os rios voadores?

Resposta: São imensas massas de água produzidas a partir da transpiração da floresta Amazônica.

2. Qual é a principal interferência desses rios voadores no clima da região Sul e Sudeste?

Resposta: Evitar a desertificação dessa região.

3. O que é uma frente fria?

Resposta: É uma grande massa de ar gerada sobre os polos, com temperaturas muito baixas. Quando essas massas se encontram com massas de ar quente, formam-se as frentes frias que forçam as massas de ar quente a subir.

Para trabalhar dúvidas

Caso algum aluno ou dupla apresente dificuldade na compreensão do texto, reler a parte em que podem encontrar a resposta sobre a qual têm dúvidas e orientar para que cheguem à conclusão da resposta mais apropriada. Se constatar que as dificuldades também acontecem com outras duplas, interromper a atividade para que todos leiam os textos em conjunto novamente. Pausadamente, retomar o sentido, fazendo perguntas pontuais para que, ao fim desse processo, os alunos consigam encontrar as respostas de forma independente.

Avaliação

As atividades de assistir ao documentário, realizar leitura, levantar hipóteses, compreender o texto, bem como o trabalho em duplas e trios e a discussão com toda a turma, devem ser avaliadas. Para isso, sugerimos a ficha a seguir.

Nome do(a) aluno(a): __________________________________________________________________

1. Participou das discussões e do trabalho em dupla e trio de maneira ativa e com desenvoltura?

( ) Sim.

( ) Não.

2. Inferiu o tema/assunto de forma que entendesse o vídeo e o texto?

( ) Sim.

( ) Não.

3. Inferiu informações necessárias para acompanhar e entender a leitura e o vídeo?

( ) Sim.

( ) Não.

4. Levantou hipóteses tanto na pré-atividade quanto na natividade e pós-atividade que levassem à compreensão fenomenológica?

( ) Sim.

( ) Não.

5. Conseguiu retomar os fenômenos que já haviam sido estudados de forma consistente e ajudou a sala nesse processo?

( ) Sim.

( ) Não.

6. Identificou e utilizou os conceitos estudados anteriormente, fazendo uso correto dos mesmos?

( ) Sim.

( ) Não.

Ampliação

Os textos a seguir podem ser trabalhados em leituras compartilhadas para ampliar as informações sobre rios voadores e clima extremos.

PIERRO, Bruno de. Ciência do desastre. Pesquisa Fapesp. Publicado em fevereiro de 2018. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/02/15/ciencia-do-desastre/>. Acesso em: 4 nov. 2018.

PIVETTA, Marcos. Extremos do Clima. Pesquisa Fapesp. Publicado em agosto de 2013. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/08/13/extremos-do-clima/>.

ZORZETTO, Ricardo. Um rio que flui pelo ar. Pesquisa Fapesp. Publicada em abril de 2009. p. 62 e 63. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2009/04/Um-rio-que-flui-pelo-ar.pdf>. Acessos em: 4 nov. 2018.

Fonte: PNLD