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13 maio 2021

A ARTE E A PALAVRA

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Sequência didática

A ARTE E A PALAVRA

Nesta sequência, a proposta é que os alunos reflitam sobre o uso das linguagens verbal e não verbal nas diferentes formas artísticas. Sugere-se a criação e experimentação da técnica da colagem. Os alunos criarão uma colagem utilizando-se de palavras.

A BNCC na sala de aula

Objetos de conhecimento

Artes Visuais

Contextos e práticas

Elementos da linguagem

Materialidades

Processos de criação

Competências específicas

8. Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.

9. Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional, material e imaterial, com suas histórias e diferentes visões de mundo.

Habilidades

Artes Visuais

(EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF69AR02) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando-os no tempo e no espaço.

(EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas.

(EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).

(EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.

(EF69AR07) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios imagéticos e processos de criação nas suas produções visuais.

Objetivos de aprendizagem

Refletir sobre o processo de criação de diferentes artistas.

Refletir, por meio da análise e experimentação artística, sobre os diferentes usos das linguagens verbal e não verbal.

Conhecer e experimentar a técnica da colagem.

Pesquisar e conhecer artistas que utilizaram o poema ou a poesia como principal fonte de inspiração em suas produções.

Experimentar a criação individual em artes visuais.

Conteúdos

Linguagem verbal e linguagem não verbal

Colagem

Processos de criação

Materiais e recursos

Aparelho para projeção de imagem e para som.

Materiais e suportes diversos para trabalho de colagem (papéis, retalhos de tecido, linhas, recortes de jornais e revistas, entre outros).

Tesoura.

Cola.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 3 aulas.

Aula 1

Como os artistas se comunicam e demonstram sentimentos e opiniões? E você, como gosta de se expressar? Por meio de gestos, palavras escritas ou faladas? Qual é a sua linguagem?

Por meio da linguagem, o ser humano desenvolveu diferentes maneiras de interação social, de expressão, de comunicação. A necessidade de trocar ideias, bem como de manifestar sentimentos, emoções e opiniões, faz que cada um de nós busque, entre muitas possibilidades, um modo próprio de se relacionar e de se comunicar com as pessoas e com o mundo à nossa volta.

Na arte, as formas de se comunicar podem se misturar e originar novas linguagens. Os artistas buscam e experimentam materialidades, técnicas, linguagens e desenvolvem suas poéticas. Palavras faladas e escritas, gestos, movimentos, sons, símbolos visuais e imagens podem se encontrar, se misturar e criar novas maneiras de comunicação e expressão.

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Nomad_Soul/Shutterstock.com

A mímica é uma forma de expressão humana e teatral em que os artistas se expressam por meio da linguagem não verbal. Nessa arte, gestos e movimentos corporais podem expressar e simbolizar sentimentos diversos.

Para iniciar a aula, organizar os alunos em pequenos grupos e propor que façam uma lista definindo e exemplificando o uso de diferentes linguagens (verbal e não verbal) no dia a dia. É sempre bem produtivo relacionar a temática com o cotidiano dos alunos, para que encontrem respostas em exemplos simples e na rotina escolar. Por exemplo, no trajeto de casa até a escola, como na imagem a seguir: destaca-se o uso da linguagem verbal ou da não verbal? O que nos dizem os símbolos? E as cores? O que nos transmitem as expressões faciais e os gestos dos personagens presentes na imagem?

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Kakigori Studio/Shutterstock.com

Com base nas conversas anteriores, realizar com os alunos uma curadoria selecionando obras em que as linguagens verbal e não verbal se misturem. Artistas visuais como os brasileiros Alex Flemming (1954-) e Fefe Talavera (1979-) e o estadunidense Jean-Michel Basquiat (1960-1988) fazem uso das palavras em suas obras visuais. É interessante proporcionar momentos de apreciação, análise e reflexão das produções artísticas.

As perguntas a seguir podem auxiliar no processo de mediação:

Você conhece algum artista que faz uso da tipografia em suas obras?

Na sua opinião, por que os artistas misturam linguagens distintas e utilizam palavras em suas produções?

Ao final dessa etapa de trabalho, propor uma roda de conversa com a turma. Procurar despertar a atenção dos alunos para o processo criativo dos artistas, as diferentes maneiras de se expressar e comunicar na arte, enfatizando que na arte as linguagens podem se mesclar e originar produções únicas e abertas a diversas leituras e significados.

Aula 2

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Photo Boutique/Shutterstock.com

Arte de rua em Berlim, Alemanha. Colagem de cartazes.

Para iniciar esta aula, sugerimos retomar brevemente o conteúdo da aula anterior.

A atividade proposta é uma colagem, individual ou coletiva, em que os alunos façam o uso de palavras, bem como de poemas, parlendas e/ou trava-línguas. Produções artísticas como a série Sumaré, do artista Alex Flemming, podem servir de inspiração para os alunos. Pode-se também buscar livros, documentários e vídeos sobre a técnica da colagem e apresentá-los para a turma.

A colagem é uma ótima técnica para ser trabalhada na escola, já que podem ser usados materiais simples e de fácil acesso em sua composição. Realizar com os alunos experimentações com diversos materiais e suportes, tais como colagens monocromáticas, que podem ser feitas com tiras de jornal; colagens tridimensionais com o uso de objetos diversos; composições com formas geométricas e/ou abstratas; técnicas mistas como desenho e pintura agregadas à colagem. Orientá-los no manuseio, características e potencialidades dos materiais. Aproveitar para trabalhar com a turma elementos da linguagem visual como ponto, linha, forma, direção, cor, entre outros. Os registros do processo criativo dos alunos podem ser feitos no Caderno de Artista ou no Diário de Arte.

Aula 3

Esta aula é dedicada à apresentação dos trabalhos realizados nos encontros anteriores. Promover uma mostra e uma roda de conversa com a turma a fim de que cada aluno comente o próprio trabalho e o dos colegas, com destaque para os registros do processo de criação, inspirações, facilidades e dificuldades. As perguntas a seguir podem nortear a conversa e, posteriormente, as respostas podem ser registradas no diário ou caderno dos alunos.

1. Durante o seu percurso de criação, quais técnicas e materiais foram agregados à técnica da colagem?

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno tenha experimentado diferentes técnicas e materiais no decorrer das aulas, tenha registrado suas preferências, bem como as dificuldades, as soluções encontradas e as novas descobertas.

2. No decorrer das aulas, quais foram as produções artísticas que mais lhe inspiraram? Quais foram suas referências para a realização do trabalho?

Resposta pessoal.

3. Como você se utilizou da linguagem verbal em seu trabalho? Para você, o que as palavras usadas representam?

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno relate suas inspirações e seu processo de criação.

Para trabalhar dúvidas

Cada aluno possui um tempo e uma maneira de compreender ou assimilar as discussões e os conteúdos propostos. Por isso, durante as aulas, alguns alunos podem apresentar dificuldade, queixar-se da dificuldade em “criar” e até mesmo se negar a realizar as propostas, principalmente as práticas. Nesse caso, sugere-se acompanhar mais de perto esses alunos, incentivá-los a investigar a poética pessoal e a rotina de diferentes artistas, com o objetivo de compreender o processo de criação, muitas vezes lento e tortuoso. Uma fonte de informações para auxiliar os alunos na compreensão do processo de criação é o livro Gesto inacabado, de Cecília Almeida Salles (5. ed. São Paulo: Intermeios, 2012).

Ampliação

O artista curitibano Adriano Catenzaro (1979-) produz colagens cheias de cores que se combinam com diferentes técnicas e materiais. Apresentar aos alunos algumas obras desse artista, disponíveis em seu site oficial, e promover uma roda de conversa sobre elas.

Fonte: PNLD

Créditos:



O período moderno: Humanismos e Renascimentos








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Sequência didática

O período moderno: Humanismos e Renascimentos

Nesta sequência didática, os alunos irão contrapor as mentalidades medieval e renascentista, compreender o pensamento humanista e conhecer as principais características dos Renascimentos artístico e científico. Além disso, irão refletir sobre a perspectiva europeia da história a partir do estudo do período moderno, em especial do Renascimento cultural. Ao final, a turma produzirá painéis sobre o Renascimento artístico e Renascimento científico.

A BNCC na sala de aula

Objetos de conhecimento

A construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História.

Humanismos: uma nova visão de ser humano e de mundo.

Renascimentos artísticos e culturais.

Competências específicas

1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.

2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.

Habilidades

(EF07HI01) Explicar o significado de "modernidade" e suas lógicas de inclusão e exclusão, com base em uma concepção europeia.

(EF07HI04) Identificar as principais características dos Humanismos e dos Renascimentos e analisar seus significados.

Objetivos de aprendizagem

Compreender que o significado de modernidade está amparado em uma concepção europeia da história.

Identificar as principais características do pensamento humanista e dos Renascimentos artístico e científico que tiveram lugar na Europa.

Comparar a mentalidade medieval e moderna.

Conteúdos

O pensamento humanista.

Renascimento artístico e científico.

Materiais e recursos

Trecho do livro O Feudalismo, de Hilário Franco Júnior.

Trecho do livro O Renascimento, de Nicolau Sevcenko.

Papel Kraft.

Cola.

Caneta hidrográfica.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 4 aulas.

Aula 1

Iniciar a aula construindo com os alunos uma linha do tempo que apresenta a periodização da história dividida em Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Perguntar à turma: "Para que serve a linha do tempo?", "A linha do tempo (construída na lousa) mostra a periodização de quê?", "Como a história está dividida de acordo com a linha do tempo?".

Relembrar os alunos que a linha do tempo é um modo de organizar cronologicamente os acontecimentos. Esclarecer que foram alguns historiadores que dividiram o tempo histórico em períodos e que embora essa divisão tenha sido feita para facilitar o estudo do passado, ela tem suas limitações, pois:

congrega em um mesmo período histórias de indivíduos e sociedades de diferentes épocas e regiões do mundo, isto é, com modos de vida muito distintos entre si.

está amparada apenas no modo de vida europeu (concepção europeia da história).

Para contribuir com a compreensão dos alunos sobre a periodização da história baseada em uma visão centrada nos acontecimentos do continente europeu, dizer que o que caracteriza a Idade Moderna, período histórico que está sendo estudado neste bimestre, refere-se exclusivamente às mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais da Europa, isto é, a passagem do feudalismo para o mundo moderno; a centralização do poder nas mãos dos reis; o surgimento de movimentos de contestação do poder e dogmas da Igreja Católica, resultando no seu paulatino enfraquecimento; as renovações intelectual, artística e científica impulsionadas pelo pensamento humanista; a expansão marítima e a exploração e colonização de novos territórios.

Em seguida, explicar que essa concepção tem como objetivo alçar a Europa como artífice de atitudes e valores necessários ao desenvolvimento das sociedades modernas e, portanto, modelo a ser seguido. Nessa perspectiva, os povos e culturas que possuíam modos de vida diferentes do europeu foram considerados atrasados.

Promover a discussão com os alunos sobre o que aprenderam nessa aula a partir dos seguintes questionamentos:

Que acontecimentos caracterizam a Idade Moderna?

Onde eles aconteceram?

Como são vistas as sociedades que vivem de modos diferentes dos europeus, como os indígenas americanos, por exemplo?

É possível afirmar que existem sociedades avançadas e sociedades atrasadas?

Aula 2

Iniciar esta aula com a seguinte pergunta: "O que é ser moderno?", "Na opinião de vocês, os homens que viveram dos séculos XV ao XVIII são modernos?". Incentivar a turma a se expressar livremente, reservar cerca de 5 minutos para a exposição das ideias. Esclarecer, então, que o significado de modernidade dentro de uma perspectiva histórica está relacionado com transformações que ocorreram na Europa a partir do que convencionou-se chamar de Idade Moderna.

Após a conversa inicial, informar os alunos que nessa aula eles irão contrapor a mentalidade renascentista à medieval. Em seguida, distribuir e promover a leitura dos textos abaixo.

A mentalidade medieval

[...] Pouca coisa naquele momento escapava à Igreja. Antes de fazer parte de qualquer grupo familiar, social ou político, o indivíduo pertencia à comunidade cristã, à ecclesia, isto é, à Igreja no seu sentido mais amplo.

[...]

[Um dos traços psicológicos do homem da época feudal] é a supranaturalidade, isto é, a tendência a interpretar todos os acontecimentos como manifestação divina. Portanto, a compreensão dos objetos e dos fenômenos deveria se dar através da fé e da sensibilidade mais do que da inteligência. Deste ponto de vista, o mundo terrestre seria apenas um reflexo deformado do mundo celeste, imagem que o homem deveria se esforçar por entender olhando para além das aparências materiais. A realidade estava no invisível, por

detrás das máscaras visíveis mas ilusórias. Identificadas as forças sobrenaturais, benéficas ou maléficas, responsáveis por determinados acontecimentos, o homem poderia tentar intervir através de preces, jejuns, peregrinações, exorcismos, amuletos etc.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. O Feudalismo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1983, p. 59-60.

A mentalidade renascentista

[Os humanistas] eram todos cristãos e apenas desejavam reinterpretar a mensagem do Evangelho à luz da experiência e dos valores da Antiguidade. Valores esses que exaltavam o indivíduo, os feitos históricos, a vontade e a capacidade de ação dos homens, sua liberdade de atuação e de participação na vida das cidades. A crença de que o homem é a fonte de energias criativas ilimitadas, possuindo uma disposição inata para a ação, a virtude e a glória. Por isso, a especulação em torno do homem e de suas capacidades físicas e espirituais se tornou a preocupação fundamental desses pensadores, definindo uma atitude que se tornou conhecida como antropocentrismo.

[...]

O desenvolvimento de uma atitude que hoje se poderia chamar de científica deve ser compreendida, portanto, como um aspecto indissociável de todo o conjunto da cultura renascentista. Se com Copérnico a astronomia e a cosmologia eram ainda um campo teórico, mais explorado pela matemática e pela reflexão dedutiva, com Galileu e Kepler, pouco mais de cinquenta anos após, elas já eram objeto de observações sistemáticas e apoiadas por instrumentos e experimentos arrojados. A mesma evolução ocorre nos demais domínios do saber: Vesálio funda as bases da moderna anatomia através de suas dissecações de cadáveres; William Harvey demonstra o mecanismo de circulação sanguínea por meio da observação direta e da comprovação empírica; Agrícola desenvolve pesquisas mineralógicas diretamente aplicáveis à técnicas de prospecção e mineração; Leonardo da Vinci

elabora pesquisas teóricas e projetos práticos nos campos da hidráulica e hidrostática; o mesmo faz Brunelleschi com a arquitetura e as técnicas de construção.

Os exemplos são intermináveis. A palavra de ordem dentre esses estudiosos era o abandono de velhas autoridades e preconceitos e aceitação somente daquilo que fosse possível comprovar pela observação direta. [...] Tratava-se da fundação de uma nova concepção de saber, completamente aversa aos dogmas medievais e voltada toda ela para o homem e para os problemas práticos que seu momento lhe colocava.

SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Atual, 1994, p. 15-22.

Ao final da leitura, esclarecer as dúvidas que possam ter surgido. Depois, solicitar aos alunos para que, em duplas, realizem as atividades a seguir.

1. A respeito do texto sobre a mentalidade medieval, responda às perguntas abaixo.

a) Qual a principal comunidade a que pertenciam as pessoas na Idade Média?

A comunidade cristã.

b) De acordo com o texto, a supranaturalidade é uma das principais características da mentalidade medieval. O que significa?

A tendência a interpretar todos os acontecimentos como manifestação divina.

c) De que forma as pessoas da Idade Média conheciam o mundo a sua volta?

A compreensão dos objetos e dos fenômenos deveria se dar por meio da fé e da sensibilidade mais do que da inteligência, Deus era a fonte de todo o conhecimento.

2. A respeito do texto sobre a mentalidade renascentista, responda às perguntas a seguir.

a) Os renascentistas eram antropocêntricos. O que isso significa?

Significa que o ser humano estava no centro das preocupações dos renascentistas.

b) De que forma os renascentistas conheciam o mundo?

A compreensão do mundo se dava por meio de uma atitude científica, que lançava mão da observação e da experimentação sobre os objetos e fenômenos.

3. As mentalidades medieval e renascentista eram semelhantes ou distintas? Justifique sua resposta.

Eram distintas. Na Idade Média a fé e Deus eram a fonte do conhecimento, enquanto na Idade Moderna a compreensão do mundo e dos fenômenos da natureza se dava pela observação e experimentação, por meio do uso da razão. Além disso, as pessoas da época medieval consideravam-se membros da cristandade, ao passo que os renascentistas valorizavam o individualismo e o potencial existente em cada ser humano. Na Idade Média, Deus era o centro da vida, enquanto no Renascimento o ser humano está no centro das preocupações.

Fazer a correção coletiva da atividade. Usar os textos e a atividade como introdução para explicar o que foi o Humanismo e os Renascimentos. É importante que os alunos compreendam quais foram as principais mudanças na mentalidade dos europeus da Idade Média para a Idade Moderna.

Para tanto, fazer um esquema na lousa sistematizando as principais características das mentalidades medievais e renascentistas. Segue abaixo modelo de quadro comparativo que poderá ser utilizado na aula.

Aula 3

Mentalidade medieval

Mentalidade renascentista

Teocentrismo

Antropocentrismo/Humanismo

Misticismo/Dogmatismo

Racionalismo (sem rompimento com a fé)/Espírito crítico

Valorização das Escrituras

Classicismo

 

 

 

 

Retomar com os alunos a origem e as principais características dos Renascimentos artístico e científico. Estimular os alunos por meio de perguntas, como: "Que mudanças ocorreram no final da Idade Média e início da Moderna?", "Quem eram os humanistas?", "Quais as principais características do pensamento humanista?", "Quais as principais características da mentalidade renascentista?", "Em que região teve início o Renascimento?", "Quem foram os mecenas?", "Quais as principais inovações trazidas pelos renascentistas para a arte e a ciência?", "Vocês se lembram de algum artista renascentista?", "Quem?", "E de alguma obra renascentista?", "Qual?", "Vocês se lembram de algum cientista do Renascimento?", "Qual?", "Como se deu a relação entre os renascentistas e os membros da Igreja Católica?".

Em seguida, organizar os alunos em dois grupos. Cada um deles deverá elaborar um painel sobre o Renascimento, um sobre o Renascimento artístico e outro sobre o Renascimento científico. Os painéis devem conter obrigatoriamente textos e imagens. Os textos devem incluir informações sobre os Renascimentos, como:

em que contexto surgiu;

o que foi o Renascimento;

quais são suas principais características;

quais as principais inovações trazidas pelos renascentistas para a arte/ciência;

quais as principais características da arte/ciência renascentista;

quem são os principais artistas/cientistas;

que obras ou investigações científicas marcam o Renascimento;

escolher um artista ou cientista para apresentar a biografia;

tensões com a Igreja Católica;

outras ideias consideradas relevantes ou interessantes.

Os alunos devem seguir o roteiro abaixo para a confecção do painel.

Definir o tema: Renascimento artístico ou Renascimento científico.

Fazer a pesquisa para reunir as informações sobre o tema.

Selecionar o conteúdo do painel nas fontes encontradas por meio da pesquisa.

Elaborar os textos que irão compor o painel a partir do conteúdo selecionado.

Escolher as imagens a serem fixadas no painel.

Confeccionar o painel.

Aula 4

Depois de prontos, os painéis devem ser fixados nas paredes da sala de aula. Os grupos devem também apresentá-los para os demais alunos da turma. Ao final das apresentações, usar o conteúdo exposto nos painéis para fazer um resumo dos assuntos trabalhados na sequência didática e solucionar as dúvidas que ainda persistirem.

Para trabalhar dúvidas

Reler os documentos com os alunos que apresentarem dificuldades na compreensão do conteúdo. Fazer perguntas pontuais sobre o que é tratado em cada trecho, de modo a ajudá-los a entenderem por conta própria o assunto abordado.

Procurar auxiliar os grupos na realização da pesquisa do conteúdo dos painéis. Sugerir sites da internet, livros, revistas e outros materiais em que podem ser encontradas informações sobre os Renascimentos. Orientá-los também em como fazer a seleção das informações a serem extraídas das fontes para compor o texto do painel.

Caso tenham dificuldade na seleção dessas informações, pedir que sigam o procedimento a seguir: ler as fontes encontradas; grifar aquilo que consideram mais importante; buscar nas fontes as informações sobre os Renascimentos solicitadas na proposta do trabalho; elaborar um pequeno texto com as informações de cada um dos itens separadamente; por fim, juntar todos os textos escritos em um único.

Avaliação

É importante avaliar cada uma das atividades desenvolvidas ao longo da sequência didática. Ao final da primeira aula, os alunos devem compreender que a periodização da história em Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea está amparada na concepção europeia; por isso, é importante entender as implicações dessa interpretação da história para o estudo dos acontecimentos da Idade Moderna na Europa e fora dela.

É importante que os alunos realizem uma autoavaliação das atividades propostas nesta sequência didática. Como sugestão, há abaixo uma ficha avaliativa a ser preenchida pelos alunos.


Acompanhando as atividades

Nome do(a) aluno(a): _____________________________________________________ Turma: _________

1. Compreendi os textos analisados na aula 2 de forma:

( ) insatisfatória.

( ) parcialmente satisfatória.

( ) satisfatória.

( ) totalmente satisfatória.

2. Extrai dos textos da aula 2 as informações de forma:

( ) insatisfatória.

( ) parcialmente satisfatória.

( ) satisfatória.

( ) totalmente satisfatória.

3. Consegui diferenciar as mentalidades medieval e renascentista de forma:

( ) insatisfatória.

( ) parcialmente satisfatória.

( ) satisfatória.

( ) totalmente satisfatória.

4. Cooperei na produção do painel de forma:

( ) insatisfatória.

( ) parcialmente satisfatória.

( ) satisfatória.

( ) totalmente satisfatória.

5. De maneira geral, escreva como avalia sua participação nas atividades propostas.

6. Caso não tenha sido plenamente satisfatória, como é possível melhorá-la nas próximas atividades?

A avaliação do painel deve levar em consideração não somente o produto final, mas também o processo de realização como um todo. Averiguar se os alunos conseguiram realizar a pesquisa, se foram capazes de extrair das fontes as informações solicitadas na proposta do trabalho, se o conteúdo apresentado no painel está correto e completo e se as imagens escolhidas são coerentes com o texto ou com o tema do painel. Avaliar também o capricho com que foi realizado o painel.

Ao final das atividades desenvolvidas na sequência didática, questionar a turma:

Quais são as principais características do Humanismo e dos Renascimentos artístico e científico?

Respostas pessoais. É importante que os alunos compreendam que o Humanismo tinha como objetivo superar a antiga tradição intelectual medieval, baseada nos ensinamentos da Igreja Católica. Logo, abria-se espaço para uma nova cultura ensinada nas universidades laicas. No Renascimento artístico evidenciou-se a preocupação com o realismo das obras de arte; o Renascimento científico evidenciou a necessidade de compreender o funcionamento das coisas, privilegiando o conhecimento em detrimento da explicação religiosa.

Ampliação

Propor a discussão com os alunos sobre a tese defendida pelo historiador britânico Jack Goody em seu livro Renascimento: um ou muitos?. Na obra, ele discute que o Renascimento italiano como um evento-chave para a ascensão da modernidade e do capitalismo no mundo é uma ideia construída pelos próprios europeus. O autor busca mostrar que o conhecimento árabe e as culturas da China e Índia também contribuíram para o surgimento da modernidade e do capitalismo. Ler com os alunos um trecho da a seguir.

[...] O principal Renascimento Islâmico foi o que, entre outras coisas, revitalizou as conquistas científicas da Grécia Antiga e do Império

Romano, numa época em que a Igreja Católica, em geral, descartava essa herança por considerá-la pagã. Naquele momento, textos filosóficos e científicos clássicos foram preservados, e mais tarde foram redescobertos na Europa durante o Renascimento Italiano. Se não fosse pelo Islã, esses textos teriam desaparecido. Muitos textos foram preservados nas grandes bibliotecas possibilitadas pela adoção do papel pelos muçulmanos, numa época em que os europeus tinham dificuldade de escrever, porque usavam muito o couro, a cera e, apenas para certos fins, papiro importado. Os resultados disso puderam ser vistos na Alta Idade Média em Palermo e Toledo (cidades de Itália e Espanha, respectivamente, que viveram sob domínio muçulmano), aonde europeus ocidentais iam para estudar cultura árabe e também os clássicos. Tudo isso alimentou o Renascimento Italiano. [...]

FREITAS, Guilherme. Jack Goody e o Renascimento no plural. O Globo. 21/01/2012. Versão on-line. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/prosa/post/jack-goody-o-renascimento-no-plural-427322.html>. Acesso em: 30 out. 2018.

1. Como os árabes contribuíram com o Renascimento italiano?

O Renascimento islâmico revitalizou as conquistas científicas da Grécia Antiga e do Império Romano. Os textos filosóficos e científicos clássicos foram preservados em papel nas bibliotecas árabes para posteriormente serem usados pelos europeus durante o seu Renascimento.

2. De acordo com seus conhecimentos, por que essa contribuição árabe é pouco mencionada na historiografia sobre o Renascimento?

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos tenham compreendido que a história do Renascimento foi contada pela perspectiva europeia, isto é, como um evento singular que foi chave para a modernidade e o desenvolvimento do capitalismo no mundo.


Fonte: PNLD


Créditos: