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17 junho 2021

Danças urbanas

Componente curricular: Educação Física         Ano:       Bimestre:


Sequência didática 1

Unidade temática

Danças

Objeto de conhecimento

Danças urbanas


Danças urbanas

Apresentação

Esta sequência didática tem como objetivo que os alunos participem e vivenciem ações pedagógicas relacionadas às danças urbanas, mais especificamente ao freestyle, presente na cultura hip-hop. Espera-se que, após diversas experiências, os alunos analisem criticamente e valorizem as danças urbanas como uma manifestação da cultura contemporânea.

 

Objetivos de aprendizagem

Objetivos gerais

·     Conhecer e valorizar as danças urbanas como uma manifestação cultural relevante.

·     Experimentar e fruir as danças urbanas.

·     Experimentar gestos, espaços e ritmos das danças urbanas.

·     Diferenciar as danças urbanas de outras práticas.

Objeto de conhecimento/Habilidades

Danças urbanas

·     (EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos).

·     (EF67EF12) Planejar e utilizar estratégias para aprender elementos constitutivos das danças urbanas.

·     (EF67EF13) Diferenciar as danças urbanas das demais manifestações da dança, valorizando e respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais.

Tempo previsto: 3 aulas

Aula 1

Gestão dos alunos: os alunos serão organizados num único grupo, bem como dispostos em grupos, de acordo com as atividades propostas. O professor será mediador nas discussões, bem como agente mobilizador na construção dos conhecimentos dos alunos.

Objetivos específicos de aprendizagem

·     Reconhecer o freestyle como um dos estilos de dança do hip-hop, diferenciando-o das demais manifestações de dança urbana.

·     Experimentar e recriar elementos constitutivos das danças urbanas (ritmos, espaço, gestos), por meio de vivências de percussão corporal.

 

Recursos didáticos

Espaço físico: quadra, pátio e/ou sala com recurso audiovisual e espaço adequado para a vivência dos alunos

Materiais: equipamento para projeção de imagens e vídeos (projetor digital, computador) e/ou impressão de imagens coloridas a fim de facilitar a visualização dos alunos e caixas de som

 

Desenvolvimento da aula

Momento 1 – Realize uma roda de conversa com os alunos, a fim de levantar os conhecimentos prévios que eles têm referentes às danças urbanas. Procure mobilizá-los com alguns questionamentos para discussão: “Vocês já ouviram falar de dança urbana?”; “Alguém conhece um estilo de dança urbana?”. Procure ouvir as falas dos alunos e, se possível, registre as respostas com o intuito de retomarem alguma ideia ao longo das aulas.

Momento 2 – A fim de tornar a discussão mais interessante, tente projetar algumas imagens ou, mesmo, apresentar imagens impressas de diversos estilos de dança. Pergunte aos alunos se eles conseguem identificar as diferentes vertentes.

Momento 3 – Durante a análise das imagens, faça uma mediação buscando validar e/ou corrigir as falas relacionadas ao material apresentado. Aponte que a proposta das aulas será centrada no freestyle, um dos estilos da street dance, que faz parte do movimento hip-hop. Você pode, também, contextualizar brevemente alguns conhecimentos referentes a essa manifestação da cultura, por exemplo a nomenclatura dada aos dançarinos: B. Boy ou B. Girl.

Momento 4 – Após todo esse estudo inicial, encaminhe os alunos para a seguinte questão: “Existe alguma coisa que todas as danças têm em comum?”, ou mesmo: “O que há de comum em todas as danças apresentadas?”. Explique que o ritmo, principalmente nas coreografias em grupo, é um elemento essencial e que, convencionalmente, faz-se uma contagem de 1 a 8 para marcar o tempo. Se possível, coloque uma música utilizada no freestyle (escolhida por você ou pelos próprios alunos) e solicite que eles identifiquem e realizem tal marcação de tempo rítmico.

Momento 5 – Em seguida, você pode propor que os alunos produzam sons a partir de diferentes partes do corpo. Primeiro, deixe-os explorar as diversas possibilidades e, caso necessite, sugira alguns movimentos, tais como bater palmas, bater a mão no peito, bater as mãos no quadríceps, bater os pés no chão, estalar os dedos etc. Vale ressaltar que essa atividade é importante para auxiliá-los na marcação rítmica.

Momento 6 – Após essa exploração de sons, disponha os alunos em grupos e solicite que eles próprios criem uma sequência rítmica. A fim de direcionar melhor a atividade, estipule um tempo mínimo de produção, como 2 ou 3 × 8 tempos. Depois, eles poderão apresentar aos demais colegas a sequência elaborada. Procure ressaltar que, para terem maior facilidade na realização dos movimentos do freestyle em sequência, eles precisarão, minimamente, ter uma noção de marcação de tempo rítmico e que nas próximas aulas vão vivenciar múltiplas possibilidades de gestos relacionados a essa prática corporal.

 

Aula 2

Gestão dos alunos: os alunos serão organizados num único grupo, bem como dispostos em grupos, de acordo com as atividades propostas. O professor será o mediador nas discussões, bem como agente mobilizador na construção dos conhecimentos dos alunos.

 

Objetivos específicos de aprendizagem

·     Conhecer e valorizar as danças urbanas como uma manifestação cultural relevante, analisando os estereótipos atribuídos aos praticantes.

·     Experimentar gestos, espaços e ritmos das danças urbanas, em diferentes planos (baixo, médio e alto).

 

Recursos didáticos

Espaço físico: quadra, pátio e/ou sala com recurso audiovisual e espaço adequado para a vivência dos alunos

Materiais: equipamento para projeção de imagens e vídeos (projetor digital, computador) e/ou impressão de imagens coloridas a fim de facilitar a visualização dos alunos e caixas de som

 

Desenvolvimento da aula

Momento 1 – Proponha a visualização de uma ou mais coreografias de freestyle. Algumas boas opções são: Grupo Jabbawockeez, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Cj3AV92fJ90>; Brasil versus Japão no Campeonato Mundial de street dance, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=4iYkTHE5qwo>, e Batalha de B. Girls, disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=52BtvpXzX1I>. Acessos em: 30 jun. 2018.

Verifique se os alunos conhecem ou se familiarizam com essa prática. Visando aprofundar os conhecimentos, você pode direcionar a discussão por meio de questões como: “Quem são os praticantes?”; “Como eles estão vestidos?”; “Existe algum padrão de movimento?”; “O que mais lhe chama a atenção ao ver essa dança?”.

Momento 2 – Procure atentar às falas dos alunos, registrando as respostas mais relevantes. Você pode contextualizar e discutir alguns estereótipos e preconceitos relacionados aos praticantes dessa manifestação, enfatizando que qualquer pessoa pode praticá-la e que ela precisa ser respeitada, assim como outra prática corporal qualquer. Ao analisar a dança em si, leve os alunos a observar como ela é dinâmica e expressiva e como os B. Boys e/ou as B. Girls ocupam os espaços e realizam vários movimentos no chão, em pé e até saltos e acrobacias.

Momento 3 – Após essa discussão inicial, proponha a experimentação de alguns passos básicos desse estilo de dança, os quais deverão passar pelos diferentes planos (baixo, médio e alto) ao longo das aulas. Com base em vídeos, imagens, em uma representação do professor ou mesmo de um aluno que queira servir de modelo, solicite que realizem o primeiro passo, voltado ao plano médio.

Passo a passo:

Com os alunos em círculo ou de frente para você, solicite que realizem os seguintes movimentos:

·     Em pé, com as pernas unidas, primeiro eles deverão afastar lateralmente a perna direita e, em seguida, levar a perna esquerda junto da outra.

·     Da mesma forma, deverão afastar a perna esquerda e, em seguida, levar a perna direita a se unir à outra.

Proponha, inicialmente, que os alunos realizem os movimentos na contagem realizada por você ou por um aluno, a fim de facilitar a execução do gesto.

Momento 4 – Com os alunos já familiarizados com o passo básico, é possível elaborar variações.

Passo a passo:

·     Em pé, com as pernas unidas, eles deverão afastar a perna direita em diagonal (para a frente ou para trás) e, em seguida, levar a perna direita a se unir com a outra.


 

 

·     Seguindo o passo básico, afastarão a perna esquerda em diagonal (para a frente ou para trás) e, depois, levarão a perna direita a se unir com a outra.

Momento 5 – Com os alunos, elabore uma sequência de movimentos com os passos vistos até aqui. Caso estejam realizando a atividade com certa facilidade, proponha uma palma no momento em que eles unirem as pernas. A fim de tornar a vivência dos passos ainda mais prazerosa, coloque uma música para, assim, desfrutarem dos movimentos numa marcação de tempo.

Momento 6 – Realizadas as diferentes possibilidades do passo básico inicial, convide os alunos a vivenciar movimentos no plano alto, os quais também observarão uma sequência para facilitar a compreensão deles.

Passo a passo:

Com os alunos em círculo ou de frente para você, eles deverão realizar os seguintes movimentos:

·     Em pé, com as pernas unidas, solicite que, primeiro, afastem lateralmente a perna direita. Ao mesmo tempo, eles deverão levantar os braços, estendendo-os acima da cabeça.

·     Em seguida, deverão levar a perna esquerda para trás da perna direita, com um movimento em diagonal da perna esquerda. Solicite que, ao mesmo tempo que realizam esse gesto, abaixem os braços levando as mãos ao lado do corpo.

·     Do mesmo modo, eles deverão fazer o mesmo movimento para o lado esquerdo, logo na sequência, ou seja, devem afastar lateralmente a perna esquerda e levar os braços estendidos acima da cabeça.

·     Depois, solicite que levem a perna direita para trás da perna esquerda, abaixando os braços, com as mãos ao lado do corpo.

Proponha aos alunos que, inicialmente, realizem os movimentos na sua contagem ou na de um aluno, para facilitar a execução dos gestos.

Momento 7 – Assim que os alunos assimilarem o passo, é possível aumentar o grau de dificuldade do movimento.

Passo a passo:

·     Seguindo a base inicial do passo, proponha que, ao afastarem lateralmente a perna direita, realizem um pequeno salto. Lembre-os de que, com os movimentos, deverão estender os braços acima da cabeça.

·     Na sequência, novamente deverão levar a perna esquerda para trás da perna direita, fazendo um movimento em diagonal daquela perna. Diferentemente do passo inicial, os alunos poderão experimentar variações no movimento dos braços e das mãos, podendo, por exemplo, abaixar os braços e estalar os dedos; apontar os dedos para alguma direção; cruzar os braços, entre outras possibilidades.

Momento 8 – Com os alunos, elabore uma sequência de movimentos com os passos vivenciados (planos médio e alto). Lembre-se de que você pode utilizar músicas a fim de tornar a vivência dos passos ainda mais significativa e, assim, permitir que os alunos desfrutem dos movimentos numa marcação de tempo.

Momento 9 – Realizadas as vivências de passos nos planos médio e alto, proponha uma experiência no plano baixo, isto é, com movimentos de chão.

Passo a passo:

Com os alunos em círculo ou de frente para você, eles deverão realizar os seguintes movimentos:

·     Sentados no chão, solicite que apoiem os pés no solo, ficando com os joelhos e o quadril flexionados. Eles deverão colocar, também, as palmas das mãos no chão, ao lado do corpo, de modo que os braços fiquem estendidos.

·     A partir dessa posição inicial, solicite que levantem o quadril e retirem o glúteo do chão, permanecendo com 4 apoios no solo. Em seguida, proponha que estendam uma das pernas, retirando-a do chão, permanecendo, então, em 3 apoios.

·     Desafie-os a se colocar em 2 apoios, na medida do possível, ficando apenas com 1 mão e 1 pé em contato com o chão. De preferência, eles devem ficar com membros alternados no chão, ou seja, mão direita com pé esquerdo, e vice-versa.

 

Momento 10 – Novamente, com os alunos, elabore uma sequência de movimentos com os passos vivenciados até aqui (planos baixo, médio e alto). Vale lembrar que você pode utilizar músicas a fim de tornar a vivência dos passos ainda mais atrativa e, assim, permitir que os alunos desfrutem dos movimentos numa marcação de tempo.

 

Aula 3

Gestão dos alunos: os alunos serão dispostos em grupos, de acordo com as atividades propostas. O professor será o mediador nas discussões, bem como agente mobilizador na construção dos conhecimentos dos alunos.

 

Objetivos específicos de aprendizagem

·     Experimentar e fruir as danças urbanas, por meio da construção coletiva de coreografias.

·     Valorizar as danças urbanas, respeitando o fato de qualquer indivíduo poder dançá-las, independentemente de suas características físicas.

 

Recursos didáticos

Espaço físico: quadra, pátio e/ou sala com recurso audiovisual e espaço adequado para a vivência dos alunos

Materiais: equipamento para projeção de imagens e vídeos (projetor digital, computador) e/ou impressão de imagens coloridas para facilitar a visualização dos alunos e caixas de som

 

Desenvolvimento da aula

Momento 1 – Numa roda de conversa, dialogue com os alunos sobre as impressões que eles tiveram na experimentação dos passos básicos relacionados ao freestyle. Pergunte-lhes, considerando que se trata de um “estilo livre”, se não é possível inserirmos nesse estilo gestos e ações do cotidiano; por exemplo, simular gestos esportivos como pular corda, quicar uma bola, “pedalar” sobre uma bola, bater com um taco de golfe, realizar rolamentos e cambalhotas, saltar um obstáculo, entre outros movimentos.

Momento 2 – Organize os alunos em grupos e sugira que criem uma sequência coreográfica de movimentos. Avise que eles podem retomar os passos e gestos apresentados nas aulas anteriores. Para direcionar melhor a atividade, estipule um tempo mínimo de produção, como 2 ou 3 × 8 tempos. Em seguida, eles poderão apresentar aos demais colegas a sequência elaborada. Lembre-se de que o recurso da música é uma estratégia interessante para tornar a vivência mais instigante para os alunos.

Momento 3 – Concluídas as apresentações dos grupos, como proposta de atividade final você pode sugerir a produção de um videoclipe, filmado e editado pelos próprios alunos. Tente retomar algumas questões abordadas com eles, a fim de auxiliá-los no conteúdo da produção, como os principais passos, a ocupação dos espaços, as características dos movimentos etc.


 

 

Acompanhamento da aprendizagem

Ao longo das aulas, é importante que você esteja atento para notar determinados aspectos que podem levar a aprendizagens dos alunos:

·     Observe os alunos em cada uma das atividades propostas.

·     Faça um registro sobre cada aluno e, a cada encontro, anote seu desenvolvimento no decorrer da atividade.

·     Durante os momentos de conversa, observe os processos de cada um, verificando se houve apropriação da linguagem oral para a realização de comentários sobre as vivências propostas.

·     Observe as questões conceituais, notando se houve aprendizagem garantida dos alunos.

·     Verifique se os objetivos de cada aula foram atingidos no tempo proposto por você.

 

Após o trabalho com a sequência didática, apresente aos alunos a autoavaliação a seguir. Se preferir, reproduza as questões na lousa e peça que as copiem e respondam.

 

AUTOAVALIAÇÃO

SIM

MAIS OU MENOS

NÃO

Participei com empenho das atividades propostas?

 

 

 

Respeitei a opinião e as formas de expressão dos meus colegas?

 

 

 

Compreendi que o freestyle é diferente de outras danças urbanas?

 

 

 

Colaborei para a construção e a organização das coreografias?

 

 

 

 

Se considerar oportuno, proponha as seguintes reflexões com os alunos em roda:

·     O que você considera ter aprendido nessas aulas?

·     Quais eram suas expectativas em relação às danças urbanas na escola?

·     Mencione uma ou mais atividades de que você mais gostou. Explique.

·     Do que você não gostou nas aulas? Ou o que você proporia de diferente para ser feito durante as aulas?

·     Como você julga sua participação e seu envolvimento nas aulas? E a participação de seus colegas?

 

Fonte: PNLD Moderna

26 abril 2021

Arte de construir: a arquitetura indígena

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Sequência didática

Arte de construir: a arquitetura indígena

Nesta sequência, será abordada a arquitetura indígena brasileira, suas características e sua diversidade. Além disso, os alunos vão observar e identificar as diferenças entre as construções arquitetônicas.

A BNCC na sala de aula

Objetos de conhecimento

Artes Visuais

Elementos de linguagem

Materialidades

Processos de criação

Artes Integradas

Patrimônio cultural

Competências específicas

1. Explorar, conhecer, fruir e analisar criticamente práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais brasileiras e de diversas sociedades, em distintos tempos e espaços, para reconhecer a arte como um fenômeno cultural, histórico, social e sensível a diferentes contextos e dialogar com as diversidades.

3. Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais – especialmente

aquelas manifestas na arte e nas culturas que constituem a identidade brasileira –, sua tradição e manifestações contemporâneas, reelaborando-as nas criações em Arte.

Habilidades

Artes Visuais

(EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas

(EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).

(EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.

Artes Integradas

(EF69AR34) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

Objetivos de aprendizagem

Conhecer alguns exemplos de construções arquitetônicas indígenas.

Compreender as relações entre a forma e a função na arquitetura indígena

Conteúdos

Gêneros da arquitetura indígena brasileira.

Diferenças entre as construções arquitetônicas.

Diário de Arte

Materiais e recursos

Imagens das diversas construções arquitetônicas indígenas.

Projetor de imagens ou computador.

Canetinhas coloridas ou lápis de cor.

Papel milimetrado.

Materiais recicláveis para a construção da maquete (papelão, tampa de garrafa, jornal, palitos, entre outros).

Suporte para a construção da maquete (pode ser um papelão bem firme, uma placa de isopor, um pedaço de MDF, entre outros).

Cola e tesoura.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 4 aulas.

Aula 1

Para iniciar a aula, conversar com os alunos para explorar os conhecimentos prévios deles sobre as várias construções arquitetônicas indígenas. Por ser uma atividade para sondagem, não há necessidade de cobrar respostas corretas; o mais importante é que os alunos consigam expressar suas ideias; para isso, estimular a participação de todos. Fazer indagações de modo a auxiliá-los na ampliação de seus conhecimentos: Alguém já viu ou já foi a uma aldeia indígena? Na sua opinião, todas as moradias indígenas são iguais?De que materiais você acha que são feitas as moradias indígenas?.

Em seguida, organizar os alunos em grupos e explicar a eles que vão conhecer um pouco mais sobre a arquitetura indígena. Promover a exibição de imagens da diversidade arquitetônica indígena, aproveitando para falar um pouco sobre o povo e a região a que pertence cada tipo de construção. Por exemplo: os Carajá (que ocupavam as margens do rio Araguaia) e construíam suas moradias a partir de arcos paralelos fincados no chão; os Xingu (fixados no Centro-Oeste do Brasil), que construíam moradias mais interessantes, fazendo referência ao corpo de um animal; os Xavante (encontrados na região central do país), com construções com base circular e cumeeira apontada para cima com galhos, troncos, palhas e barro. Alguns documentos que podem ser utilizados nesta etapa da atividade (inclusive como referência e consulta para elaboração de desenhos e maquetes) são:

ARQUITETURA indígena no Brasil. Disponível em: <http://www.caurn.gov.br/?p=10213>. Acesso em: 5 out. 2018.

ALMEIDA F. W.; YAMASHITA, A. C. Arquitetura indígena. Revista de Ciências Exatas e da Terra Unigran, v. 2, n. 2, 2013. Disponível em: <http://www.unigran.br/ciencias_exatas/conteudo/ed3/artigos/02.pdf>. Acesso em: 5 out. 2018.

Depois da visualização das imagens e das questões do debate, pedir aos alunos que, já em grupos, iniciem, em seu Diário de Arte, desenhos livres, com traços simples, representando as moradias indígenas que conheceram. O tempo de 15 minutos é suficiente para a execução dos desenhos. A proposta é que o desenho possa ser representativo da arquitetura indígena, o que não impede que os alunos usem sua criatividade e imaginação. Esses desenhos serão utilizados para a posterior produção de uma maquete.

Aula 2

Para iniciar a aula, organizar novamente os alunos nos mesmos grupos da aula anterior e retomar as características das várias construções arquitetônicas indígenas, relacionando-as com seu povo e região, fazendo indagações e anotando na lousa as respostas obtidas. Apresentar mais imagens de exemplos arquitetônicos indígenas.

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Giorgio Caracciolo/Shutterstock.com

Imagem de aldeia indígena.

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waldir bolívar/Shutterstock.com

Oca em reserva indígena.

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Michel Piccaya/Shutterstock.com

Oca com cobertura de sapé em tribo indígena.

Nesta etapa da aula, pode-se aproveitar para falar sobre o processo de hierarquização social e cultural e indígena, bem como sobre o uso das construções pelos integrantes da aldeia, quantas famílias cada construção abriga, se há alguma divisão entre o espaço ocupado por diferentes famílias, entre outros tópicos. Essa análise deve ser estimulada através das imagens e da formulação de questões que instiguem os alunos a refletirem sobre a sociedade indígena, para a futura construção da maquete. É importante que os alunos compreendam que as construções variam em forma e material de acordo com as necessidades de cada povo e a região em que vivem.

Solicitar aos alunos que tragam para a próxima aula os materiais recicláveis para iniciar a execução de uma maquete de uma construção indígena, além do suporte para a maquete, cola, tesoura, entre outros materiais que julgar necessário.

Aula 3

Pedir que os alunos retomem a organização dos grupos já estipulados para que discutam as ideias de seus projetos de maquete, qual estrutura arquitetônica indígena pretendem representar, que materiais vão utilizar, entre outros pontos. Procure orientá-los em relação às etapas do processo: devem desenhar, pesquisar sobre o povo indígena escolhido e esquematizar a maquete. Tendo essas etapas concluídas, os grupos podem iniciar a construção da maquete (que será concluída na próxima aula).

Aula 4

As maquetes e os desenhos feitos na fase de elaboração do trabalho podem ser expostos não só para a classe, mas também para toda a comunidade escolar. Destacar que para a maquete fazer sentido para quem não estudou sobre as construções indígenas é preciso criar legendas para os elementos que compõem o trabalho. A última fase do trabalho é organizar a exposição, o que deve ser feito coletivamente.

Para trabalhar dúvidas

Para facilitar a construção da maquete, apresentar aos alunos o vídeo Conversa com o pesquisador: José Portocarrero (Arquitetura), da UFMT Ciência, um programa da TV Universidade (TVU).

Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-yy9c3rMkOE&t=486s>. Acesso em: 5 out. 2018.

Ampliação

Em sala de aula, retomar com os alunos o processo vivido e conversar sobre o problema das garantias do direito do território indígena. Propor debates e expressão de opinião. Pode-se também promover a exibição de imagens de fotógrafos que documentam (ou documentaram) a vida indígena, abordando assim o olhar de fora (nós) e o do próprio povo indígena. O site O índio na fotografia brasileira traz rico conteúdo de fotógrafos de épocas diversas. (Disponível em: <http://povosindigenas.com/indice/>. Acesso em: 5 out. 2018.)


Fonte: PNLD

21 abril 2021

Construção da maquete do entorno escolar




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Sequência didática

Construção da maquete do entorno escolar

Nesta sequência será abordado o processo de construção de uma maquete do entorno da escola, relacionando-a ao estudo da paisagem local. Ao final da sequência é esperado que os alunos tenham se apropriado dos procedimentos elementares usados no estudo de um lugar e compreendam que a maquete pode ser usada como um tipo de representação do espaço geográfico.

A BNCC na sala de aula

Objetos de conhecimento

Fenômenos naturais e sociais representados de diferentes maneiras.

Competências específicas

Específica de Geografia

4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.

Específica de Ciências Humanas

7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.

Habilidade

(EF06GE08) Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas.

(EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas e perfis topográficos e de vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície.

Objetivos de aprendizagem

Compreender que os mapas são meios de comunicação usados para expressar o conhecimento humano sobre o espaço geográfico.

Desenvolver a habilidade cartográfica, trabalhando com legenda, escala e montagem de maquete.

Conteúdo

Representações cartográficas.

Materiais e recursos

Base para maquete: isopor reciclável, papelão paraná, papel pluma, entre outros, embalagens descartáveis (lácteos, medicamentos, tampinhas de garrafa, entre outras), folhas de papel color set preto ou cinza (para fazer as ruas), sobras de papel de cores e texturas variadas.

Borracha.

Canetas hidrocor.

Cartolina.

Cola.

Cópias da planta do bairro em que a escola se situa.

Etiquetas em branco.

Lápis de cor.

Lápis grafite.

Palitos de dente.

Papel sulfite A4 e A3.

Prancheta.

Régua.

Tesoura.

Desenvolvimento

Quantidade de aulas: 4 aulas.

Aula 1

Na primeira aula, conversar com a turma sobre as características do bairro ou da comunidade em que a escola se situa. Para essa conversa, algumas questões, que poderão ser complementadas por outras que tenha elaborado, estão elencadas a seguir.

Qual é o nome do bairro / da comunidade onde a escola se localiza?

Há quanto tempo a escola está nesse lugar? Ela já funcionou em outro lugar? Onde?

O que há perto da escola (comércio, habitações, bancos, indústrias, ferrovia, rodovia, parques e praças, rios etc.)?

Quais são as ruas ou estradas mais importantes desse bairro / dessa comunidade?

Quais são os principais pontos de referência desse bairro / dessa comunidade?

O que existiu nesse bairro / nessa comunidade e não existe mais?

Quais construções mudaram de função com o passar do tempo?

Quais são os bairros ou as comunidades vizinhas?

Em quais direções eles / elas estão (direções cardeais e colaterais, caso a turma já tenha estudado esse conteúdo)?

Anotar as informações mais importantes na lousa, de modo a orientar as discussões. A previsão é de que essa etapa dure em torno de 15 minutos.

Em seguida, organizar a turma em trios ou quartetos e entregar a cada grupo uma cópia da planta do bairro / da comunidade em que a escola se situa. Pode-se pesquisar a planta do bairro em ferramentas de visualização de mapas na internet e imprimi-la. Caso se trate de um bairro ou de uma comunidade muito grande, pode-se restringir a planta aos arredores da escola. Cada grupo deverá criar uma legenda com símbolos para marcar na planta as seguintes referências:

Escola.

Pontos comerciais importantes no bairro (supermercado, hortifrúti, farmácia, posto de gasolina, padaria, lanchonete, entre outros).

Pontos de referência de função religiosa (templos, igrejas, centros espíritas, entre outros).

Praça ou parque público (se houver, ambos podem ser marcados).

Rio, córrego ou ribeirão mais próximo da escola, se houver.

A legenda deverá ser construída em folha de papel sulfite A4, contendo o nome dos integrantes do grupo. No verso da folha em que está a planta do bairro, os alunos também deverão escrever os seus nomes. O tempo previsto para realizar essa etapa é de 15 minutos.

Após trabalhar com legendas, esse é um bom momento para iniciar algumas atividades que trabalhem um pouco mais com elementos específicos da Cartografia. Assim, os alunos realizarão medidas na planta que está sendo trabalhada para entender quanto essa medida equivale em distância real. Destinar os 20 minutos finais da aula para esta atividade.

Os alunos deverão continuar organizados em grupos. É importante falar um pouco de escala nas representações cartográficas e explicar as diferenças entre escala gráfica e escala numérica bem como mostrar exemplos de mapas e essas diferentes escalas.

Após a exposição conceitual, pedir aos alunos que observem a escala que aparece na planta. A maioria dos visualizadores de mapas apresentam uma escala gráfica no canto inferior; verificar a presença dessa informação antes de imprimir as plantas.

Em seguida, os alunos deverão escolher dois pontos de referência da planta. Eles devem medir, em linha reta, quantos centímetros há entre esses pontos para descobrir qual a distância real. Dar as seguintes instruções:

Com uma régua, meça a distância, em centímetros, entre os pontos de referência e anote o resultado.

Meça quantos centímetros há na régua de escala gráfica que a planta apresenta e anote também essa informação.

Anote a escala da planta.

Multiplique a medida em cm entre os pontos de referência com a escala da planta.

Divida esse resultado pelo tamanho da régua de escala.

O resultado dessa conta é a distância real, em linha reta, entre os pontos de referência na medida de comprimento que a escala da planta indica (provavelmente em metros ou quilômetros).

Exemplo:

Distância entre os pontos de referência: 10 centímetros (cm).

Tamanho da régua de escala: 2 centímetros (cm).

Escala da planta: 100 metros (m).

Distância entre os pontos de referência vezes a escala da planta: 10 × 100 = 1000

Resultado dividido pelo tamanho da régua de escala: 1000/2 = 500

Isso significa que a distância entre os pontos de referência na realidade é de 500 metros.

Informe-os de que na aula seguinte será realizado um trabalho de campo e entregue autorizações para que os alunos peçam a seus responsáveis que as assinem.

Aula 2

Nesta aula, a turma realizará um trabalho de campo que consistirá em uma caminhada no entorno da escola para comparar o que cada grupo marcou na planta com o que há na realidade. Conferir se todos os alunos trouxeram as autorizações assinadas pelos pais ou responsáveis. Organizar a turma nos grupos formados na aula anterior (trios ou quartetos), entregar a cada grupo uma prancheta, a cópia da planta e a legenda elaborada por eles.

Cada grupo deverá levar lápis grafite e borracha para realizar os registros.

Na porta da escola, orientar os grupos a posicionar corretamente a planta em relação à posição real que a escola ocupa no espaço geográfico. Desse modo, os alunos conseguirão observar o que está à direita, à esquerda, em frente, inferir o que há atrás da escola e em posições mais afastadas.

A turma andará pelo quarteirão em que a escola se localiza, observando as construções e as funções que elas assumem naquele lugar. Durante a observação, os grupos deverão corrigir as anotações realizadas na planta do bairro na aula anterior.

Ao final da aula, solicitar aos alunos que coletem materiais recicláveis (cuidar para que estejam limpos) e guardem esses itens para uso em uma maquete que será confeccionada posteriormente. Os alunos poderão ser orientados a conversar com moradores do bairro para buscar mais informações sobre os pontos de referência locais.

Aula 3

Nesta aula, os alunos se organizarão nos mesmos grupos das aulas anteriores para confeccionar a maquete do entorno da escola. Organizar, previamente, se a estação de materiais dispõe dos itens necessários à construção da maquete e dos materiais recicláveis recolhidos pelos alunos. Todos os alunos do grupo deverão participar da confecção da maquete e, ao mesmo tempo, deverão assumir funções do trabalho em grupos colaborativos:

Cada grupo receberá a planta e a legenda elaboradas na aula 1 e usadas na aula 2, quando a turma caminhou no entorno da escola, e um cartão de tarefas para a realização da atividade.

Com o cartão de tarefas em mãos, os grupos deverão confeccionar sua maquete até o final da aula. Na aula seguinte, cada grupo apresentará os resultados da atividade à turma.

Facilitador (e repórter no caso dos trios)

Garante que todos compreendam a tarefa e tenham a ajuda de que precisam para cumpri-la. É o responsável por tirar dúvidas com o professor. Também será responsável por apresentar os resultados do grupo para a turma.

Aluno:

Controlador do tempo e de materiais

Organiza e garante que os prazos para a execução da tarefa sejam cumpridos. Informa ao grupo o tempo para a realização da atividade. Também será responsável pela organização e distribuição dos materiais durante e ao final da atividade. Garante que os materiais sejam devolvidos corretamente.

Aluno:

Redator

Responsável pelos registros necessários para a execução da atividade e pelo relatório final do grupo.

Aluno:

Repórter ou relator

Responsável por apresentar os resultados do grupo para a turma.

Aluno:


Cartão de tarefas: confecção da maquete do entorno da escola

Nesta atividade, será montada uma maquete para representar o entorno da escola, principais pontos de referência, ruas mais importantes e outros elementos do sistema viário, rios e córregos importantes, entre outros elementos da paisagem.

Materiais

Planta do entorno da escola, com as correções feitas pelo grupo, e legenda.

Base para maquete (papelão paraná ou outro material resistente).

Embalagens e outros materiais recicláveis.

Papéis coloridos para dar acabamento às embalagens e representar as construções.

Papel preto ou cinza para representar as ruas.

Sobras de papéis coloridos para representar outros elementos da paisagem (praças, parques, rios, entre outros).

Canetas coloridas.

Cola.

Tesoura.

Régua.

Lápis grafite.

Borracha.

Etapa 1: preparação da base da maquete

Primeiramente, passem todas as informações importantes da planta do entorno da escola para a base da maquete. Prestem atenção à posição, aos tamanhos e às proporções entre os elementos da paisagem presentes na planta e o modo como o grupo está representando todos eles na base da maquete. Uma dica é começar pelas ruas principais e pelos rios, caso haja algum na localidade. Escreva os nomes desses elementos da paisagem com lápis grafite.

Coloque a escola e as construções maiores na base da maquete. Escreva os nomes desses elementos da paisagem com lápis grafite.

Complete a representação com as construções menores, escrevendo seus nomes com lápis grafite.

Etapa 2: preparando as construções

Selecionem os materiais que serão usados na representação das principais construções do entorno da escola. Utilizem pedaços de papel colorido para revestir embalagens que representarão as construções e outros elementos da paisagem. Façam os detalhes das construções e reservem tudo para colar posteriormente.

Etapa 3: representando as ruas e outros elementos lineares da paisagem

Com papel color preto ou cinza, façam os desenhos das ruas, estradas ou outras vias de circulação em tiras e colem essas tiras na base da maquete. Se no entorno da escola houver vias de circulação sem pavimentação, pode ser usado um papel marrom ou outra cor semelhante à da superfície representada. Façam os detalhes das ruas ou estradas: têm dois sentidos de direção ou apenas um? Colocaram os nomes das vias em etiquetas ou em placas de sinalização?

Além das ruas, outros elementos da paisagem podem ser representados em faixas de papel: rios, córregos, ferrovias, ciclovias etc. O grupo deverá representá-los com papéis coloridos usando a mesma estratégia da representação das vias de circulação.

Etapa 4: finalização da maquete

O grupo deverá colar as embalagens revestidas (construções) na base e outros elementos e aspectos que devem ser representados na maquete. Se necessário, destinar um tempo extra na aula seguinte para a finalização das maquetes. Os grupos que terminarem a atividade no prazo estabelecido deverão preparar as apresentações, elaborando um roteiro da apresentação e ajudando o relator a estruturar a fala.

No final da aula, guardar as maquetes para que os alunos as utilizem na aula seguinte.

Aula 4

Na última aula da sequência didática, destinar no máximo 15 minutos para a finalização das maquetes, se necessário.

Em seguida, cada grupo deverá apresentar a sua maquete à turma. O relator será o responsável por contar à turma tudo o que foi representado na maquete e como o grupo organizou o trabalho. Ele também poderá compartilhar as estratégias de resolução de problemas e das dificuldades que o grupo enfrentou. É sugerido abrir a apresentação para perguntas da turma.

Após as apresentações, os grupos se reunirão para preencher um formulário de avaliação da atividade (modelo 1). Depois, individualmente, cada aluno fará um relato da atividade, conforme a avaliação do modelo 2, que está disponível no item Avaliação desta sequência didática.

Para trabalhar dúvidas

Os alunos podem ter alguma dificuldade com as medidas de escala apresentadas na aula 2. Se julgar necessário, fazer uma das medidas, mostrando os cálculos na lousa antes de pedir que realizem a atividade nos grupos.

Na realização da maquete, eles não trabalharão com a escala exata, mas terão de observar a questão de proporção dos objetos que fará parte da maquete. Nesse momento, explicar que, não é necessária grande precisão, mas é preciso obedecer a uma relação básica com os tamanhos. Assim, prédios devem ser representados por objetos mais altos do que construções térreas, por exemplo. Caso julgar necessário, ajudar os alunos a escolher alguns objetos, mostrando o critério que usou (forma, tamanho etc.).

É possível que algum grupo tenha dificuldades em gerenciar o tempo; em razão disso, avisar, de tempos em tempos, quanto tempo falta, para que eles consigam finalizar a atividade.

Avaliação

Disponibilizamos duas propostas de avaliação: uma em grupo, para indicação das facilidades e das dificuldades enfrentadas no trabalho em grupo; e outra individual, que poderá ser usada em um dos instrumentos de avaliação do bimestre.

Modelo 1  formulário de avaliação do trabalho em grupo

1. O grupo conseguiu estabelecer as funções e distribuir as tarefas desde o início da proposta?

2. Os integrantes do grupo realizaram a sua função no grupo de modo adequado?

3. O grupo respeitou os prazos estabelecidos?

4. Os integrantes colaboraram trazendo ideias e materiais recicláveis?

5. Os integrantes trabalharam de modo colaborativo, entendendo que tinham funções específicas, mas precisavam atuar para que o grupo realizasse cada etapa da proposta?

6. Durante o trabalho de campo, houve atitude de investigativa e colaborativa por parte do grupo?

7. O que poderia ser melhorado na organização do grupo e na colaboração entre os colegas?

Modelo 2 – Relato individual do trabalho em grupo (maquete)

Nas últimas aulas, você e seu grupo realizaram um trabalho de confecção da maquete do entorno da escola. Para isso, usamos plantas do bairro, caminhamos nos arredores da escola, conversamos com pessoas que poderiam nos fornecer mais informações a respeito de como é a paisagem do bairro em que a escola se localiza.

Agora é a sua vez de organizar tudo o que aprendeu e registrar em um relato a sua compreensão em torno do nosso tema de estudo. Utilize os itens a seguir como pontos de partida e amplie seu texto.

O que você já sabia sobre o entorno da escola? Pense nos elementos da paisagem, na posição que ocupam nesse lugar e em suas funções no espaço geográfico.

O que você não conhecia e passou a conhecer sobre o entorno da escola?

Quais locais ou atividades despertaram maior interesse em você? Lembre-se das etapas de estudo: a primeira conversa, o primeiro contato com a planta do bairro, a caminhada pelos arredores da escola, as conversas com moradores do bairro, as correções feitas na planta a partir do trabalho de campo, a confecção da maquete.

Quais foram as etapas mais fáceis para você realizar no trabalho proposto? Por quê?

Quais etapas foram mais difíceis? Por que e como você as solucionou?

Você diria que depois dessas atividades conhece melhor o entorno da escola? De que modo você percebe isso?

Você também poderá anotar as dúvidas que permaneceram e os assuntos que gostaria de investigar mais. Vamos lá?

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno demonstre – de modo organizado, coerente e com a apropriação conceitual adequada à faixa etária e à série – o entendimento dos conceitos de lugar, paisagem e espaço geográfico. Também é esperado que o aluno utilize referências de localização ou posição geográfica dos elementos que fazem parte do entorno da escola no texto.

Ampliação

Os alunos poderão representar o entorno da moradia deles ou de outra localidade importante no bairro ou na comunidade. É possível propor, por exemplo, que cada dupla ou trio confeccione a maquete de uma parte do bairro ou comunidade, de modo a compor uma maquete que abranja todo o espaço. A pesquisa e a confecção das maquetes poderiam seguir as mesmas estratégias usadas na sequência didática e a observação e identificação dos elementos da paisagem ocorreriam nos deslocamentos cotidianos dos alunos. Cada um deles teria um diário de bordo, que consiste em um pequeno roteiro de observação dos trajetos e campos para anotação escrita e desenhos/ esboços/ croquis de observação. As maquetes seriam confeccionadas em casa ou na própria escola, de acordo com suas orientações.


Fonte: PNLD